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Ex-CGU elogia fundo criado pela Lava Jato

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Em entrevista a O Antagonista, o advogado e auditor fiscal Valdir Simão elogiou a intenção da força-tarefa da Lava Jato de criar uma fundação, com participação de entidades do terceiro setor, para gerir investimentos em projetos sociais de combate à corrupção.

A iniciativa, inédita no país, foi criticada pela previsão de receber mais de R$ 1 bilhão da Petrobras, oriundo de acordo com o Departamento de Justiça dos EUA, que permitiu a aplicação do recurso no Brasil.

Ex-ministro da Controladoria Geral da União e do Planejamento, Valdir Simão é especialista em acordos de leniência e considera a experiência positiva.

“Não faz sentido ir para a União um dinheiro vindo de uma estatal. Aqui não é reparação para a União. Em projetos de investimento social, o setor privado é muito mais competente que o setor público. E não estou falando de corrupção, mas de capacidade técnica. O que precisa é boa governança, transparência e investimento em projetos adequados”, diz.

Ele entende que é somente preciso definir outro órgão — além do próprio Ministério Público, que participará da fundação — para fiscalizar a aplicação do dinheiro. Uma ideia é o Tribunal de Contas da União.

A Lava Jato pode abrir mais uma caixa preta. SAIBA MAIS

Comentários

  • Alberto -

    Há boas idéias. Excelente notícia. Um raio de sol, para um vendaval de fofocas.

  • Regildo -

    Essa é a fundação questionada pelo Luladrão?! Que quer gerir os recursos em proveito próprio? E da ORCRIM petralha?

  • Francisco -

    Para a manutenção dos valores sob administração do MP é necessário que este detalhe em que áreas pretende usar as verbas disponíveis. Sem este detalhamento o projeto será apenas mais um probl

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