Ex-diretor de Inteligência da PF diz que nunca houve reclamação sobre relatórios

Diretor de Inteligência da Polícia Federal do ano passado até o último dia 13, o delegado Claudio Ferreira Gomes afirmou hoje, em depoimento obtido por O Antagonista, que “nunca foi admoestado ou ouviu queixas” do Palácio do Planalto, da Abin ou da direção-geral da PF por “insuficiente prestação de informações de inteligência”.

“Todas as demandas apresentadas foram devidamente atendidas”, disse o delegado.

“Não chegou ao conhecimento do depoente qualquer informação sobre eventual falha ou queda de produtividade na produção de documentos de inteligência repassados às Instâncias
Superiores, pela DIP [Diretoria de Inteligência Policial] ou pelo canal do SISBIN [Sistema Brasileiro de Inteligência]; QUE, na verdade o depoente gostaria de esclarecer que o número de documentos de inteligência produzidos pelo Sistema de Inteligência da Polícia Federal – Sinpol, no ano de 2019, foi superior aos anos anteriores”, disse o delegado, em outra parte do depoimento.

Claudio Gomes disse que esteve apenas duas vezes com Bolsonaro — numa solenidade e numa reunião do presidente com Sergio Moro. E disse que, nesse encontro, “não lhe foram solicitados dados de investigação policial em curso ou de inteligência”.

Ele também disse que, em sua gestão, nunca houve repasse direto de informações ao presidente.

“Que nunca houve difusão direta de documentos de inteligência da Diretoria de Inteligência
ao Presidente da República durante a sua gestão; Que, no entanto, a difusão de documentos de inteligência estratégica diretamente à Presidência da República ou a qualquer dos órgãos públicos brasileiros pode ser feita, dependendo da urgência, sem que haja qualquer ilegalidade”, diz o depoimento.

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