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Ex-ministros da Fazenda e ex-presidentes do BC alertam para "os custos de descuidar de eventos climáticos"

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Ex-ministros da Fazenda e ex-presidentes do Banco Central divulgaram uma carta cobrando ações do governo brasileiro para a redução do desmatamento na Amazônia e no Cerrado.

Após comentarem que “o momento é de sofrimento e angústia para muitos” em razão da pandemia da Covid-19 e suas consequências, eles dizem:

“Superar a crise exige convergirmos em torno de uma agenda que nos possibilite retomar as atividades econômicas, endereçar os problemas sociais e, simultaneamente, construir uma economia mais resiliente ao lidar com os riscos climáticos e suas implicações para o Brasil.”

Os ex-presidentes também afirmam que “dependendo do cenário climático que iremos encontrar, os custos de descuidar de eventos climáticos com repercussões sistêmicas poderão ser bem maiores do que os da atual pandemia”.

Os signatários acrescentam que “a recuperação da economia pós-Covid-19 oferece oportunidades importantes para promover a economia de baixo carbono e sustentável”.

E mais:

“Defendemos que critérios de redução das emissões e do estoque de gases de efeito estufa na atmosfera, e de resiliência aos impactos da mudança do clima sejam integrados à gestão da política econômica.”

Por fim, são indicados quatro princípios: 1. alcançar a economia de baixo carbono; 2. zerar o desmatamento na Amazônia e no Cerrado; 3. aumentar a resiliência climática; 4. impulsionar a pesquisa e o desenvolvimento de novas tecnologias.

Assinam a carta: Alexandre Tombini, Armínio Fraga, Eduardo Guardia, Fernando Henrique Cardoso, Gustavo Krause, Gustavo Loyola, Henrique Meirelles, Ilan Goldfajn, Joaquim Levy, Luiz Carlos Bresser-Pereira, Maílson da Nóbrega, Marcílio Moreira, Nelson Barbosa, Pedro Malan, Persio Arida, Rubens Ricupero e Zélia Cardoso de Mello.

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