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Ex-secretário de Saúde do DF vai depor na CPI da Covid em silêncio

Denunciado por peculato na compra de testes para detectar coronavírus, Francisco Araújo conseguiu liminar do STF para não responder aos senadores
Ex-secretário de Saúde do DF vai depor na CPI da Covid em silêncio
Foto: Agência Brasília

A CPI da Covid marcou para a próxima terça-feira (31/08) o depoimento do ex-secretário de Saúde do DF Francisco Araújo Filho. Ele conquistou uma liminar em habeas corpus, da ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), que lhe garante o direito de permanecer em silêncio.

Alvo de duas operações do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), a Falso Negativo e a Ethon, relacionadas a superfaturamento na compra de kits de testes de covid e de contratação de leitos de UTIs, Francisco Araújo chegou a ser preso no ano passado e responde na Justiça Federal por organização criminosa, fraude à licitação, fraude na entrega de uma mercadoria por outra e peculato.

Pelo Twitter, o vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), postou suspeita de que houve vazamento da Operação Falso Negativo, na manhã em que promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e policiais civis do DF cumpriram 74 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em sete estados (São Paulo, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Bahia, Goiás, Santa Catarina e Paraná).

A Operação Falso Negativo foi deflagrada em 12 de julho do ano passado e teve como alvos integrantes da cúpula da Secretaria de Saúde do DF e empresários, como Francisco Maximiano, sócio-fundador da Precisa, empresa que negociou com o Ministério da Saúde o fornecimento de 20 milhões de doses da vacina Covaxin, do laboratório indiano Bharat Biotec.

No caso da Falso Negativo, a Precisa foi contratada para fornecer testes para detecção de covid-19.

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