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Ex-secretário diz que atuou sem salário na Saúde após convite de Roberto Dias e nega pedido de propina

Ricardo Santana admitiu que chegou à pasta por meio de Roberto Dias e CPI suspeita que ele tentou vender testes rápidos o ministério
Ex-secretário diz que atuou sem salário na Saúde após convite de Roberto Dias e nega pedido de propina
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Ao longo de seu depoimento à CPI da Covid, o ex-secretário da Anvisa José Ricardo Santana afirmou que trabalhou sem remuneração no Ministério da Saúde após ter saído da agência regulatória.

Ele também disse que não presenciou pedido de propina no jantar de 25 de fevereiro deste ano, em um shopping de Brasília, que ele teve com Luiz Paulo Dominguetti, da Davatti, e com o ex-diretor de logística do Ministério da Saúde Roberto Dias.

Santana admitiu que chegou ao Ministério da Saúde após indicação de Roberto Dias e que, depois disso, conheceu pessoas do chamado “Ministério da Saúde paralelo”, como Nise Yamaguchi.

Segundo a CPI, ele discutiu a possibilidade de fornecimento de testes rápidos contra Covid, por meio da Precisa Medicamentos, com a médica defensora da cloroquina.

Para a Comissão Parlamentar de Inquérito, Santana começou a trabalhar para a Precisa Medicamentos após ser apresentado ao lobista Marconny Albernaz, em um jantar em 23 de maio de 2020, na casa da advogada Karina Kufa, defensora do presidente Jair Bolsonaro. Justamente no período em que ele trabalhava informalmente no Ministério da Saúde.

Surpreendeu os senadores o fato de Ricardo Santana ter deixado um salário de R$ 35 mil para trabalhar na pasta. Ele nunca foi nomeado. Santana trabalhou na Anvisa até 30 de março do ano passado, quando houve a formalização de sua exoneração. Segundo Santana, ele pediu para deixar a agência uma semana antes. Depois disso, segundo a CPI, ele passou a atuar de forma informal no Ministério da Saúde.

Sobre o “jantar da propina”, em 25 de fevereiro de 2021, José Ricardo Santana negou que o encontro tivesse como objetivo comemorar, com Roberto Dias, a formalização do contrato da Precisa Medicamentos com o Ministério da Saúde para o fornecimento da vacina Covaxin.

Além disso, o ex-secretário da Anvisa declarou que não presenciou o suposto pedido de propina no encontro, que teve a participação de Luiz Paulo Dominguetti, da Davatti. Nesse jantar, Dias pediu US$ 1 de propina por dose de vacina nas negociações com a Davatti, segundo o cabo da Polícia Militar de Minas.

“Eu não presenciei nenhum pedido de vantagem indevida”, afirmou Santana.

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