Exclusivo: “Gabrielli queria honrar compromissos políticos”

O delator Agosthilde Monaco também contou à força-tarefa da Lava Jato que, apesar da situação crítica da Refinaria de Pasadena, Nestor Cerveró decidiu comprá-la para “matar dois coelhos”.

Segundo Monaco, Cerveró, ao ouvir o relato sobre Pasadena, abriu um sorriso e disse:

“Se chegarmos a um acordo com ela (Astra), um Revamp da refinaria deixará bastante satisfeito o presidente da Petrobras, pois sei que ele tem alguns compromissos políticos a saldar, portanto com Pasadena mataremos dois coelhos com uma única cajadada: refinar o óleo de marlim nos Estados Unidos e o presidente Gabrielli poder honrar seus compromissos políticos”.

Depois que as negociações evoluíram, o assistente de Cerveró ainda tentou questioná-lo sobre as condições precárias de Pasadena, que foi apelidada de “ruivinha” por causa da ferrugem. Levou um passa-fora do então diretor internacional: “Não se meta, Monaco, isso é coisa da Presidência”.