Exclusivo: Geddel usava apartamento funcional do irmão para negociatas

Em anexo complementar, obtido por O Antagonista, o delator Francisco de Assis e Silva, diretor jurídico da J&F, contou sobre os cinco encontros que teve com Geddel Vieira Lima.

Silva revelou que Geddel usava o apartamento funcional do irmão Lúcio Vieira Lima, deputado federal, para tratativas espúrias.

O delator contou que o ex-ministro dos R$ 51 milhões lhe pediu uma minuta do projeto de lei que previa a ‘anistia do caixa 2’, perguntou sobre o ânimo de Lúcio Funaro e disse que estava preocupado com documentos encontrados pela PF na casa de Eduardo Cunha.

64 comentários

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  1. A única solução para o Brasil são as forças armadas, o resto é balela, como o povo está pacífico e ordeiro isso nunca irá acontecer e como disse, enquanto os cães ladram e não mordem a caravana passa.

  2. Intervenção Militar para que á nação não sofra nas mãos destas facções do crime organizado.Este Geddel agatunado deveria fazer logo sua delação ou colaboração premiada.temer vai direto para papuda junto com aecio lula jucá eliseu e moreira franco.

  3. Usa apartamento funcional para tramar roubos contra nós que pagamos por essas mordomias. Vendam todos esses apartamentos. Tirem deles automóveis e motoristas e outras facilidades. Issa me dá asco.

  4. E mesmo assim a turma da lava jato lá em Curitiba no Paraná faz questão de continuar a blindar tucanos, peemedebistas e seus aliados (especialmente o temer e o Aécio)”envolvidos nessas traquinagens” ou melhor propinagem…

    1. O temer e o aécio têm foro priveligiado, não é da competência de Curutiba. É o Supremo que blinda os políticos. Te informa melhor pra não falar bobagem na internet.

  5. Episódio: Se Apartamento Funcional Falasse
    No gabinete do manda-chuva, logo pela manhã:
    — Entre! Avante, Doutor Bedel.
    — Bom dia, chefe. Como o senhor está?
    — Ótimo, ótimo. Sente-se.
    — Sim, senhor. Agradeço muito ter me chamado. Estou curioso. As pernas estão meio bambas e doloridas.
    — Relaxe, rapaz! Muito trabalho por esses dias?
    — Sim, senhor. E como! Estou reformando meu apartamento.
    — Tenho ouvido falar muito bem de você. O Doutor Robério Cajú, meu amigo de sangue, diz que o senhor é leal, manipulável e prestativo.
    — Manipulável? Mesmo? Foi muita gentileza da parte dele.
    — Disse que trabalha muito até tarde… sem marcar horas extras.
    — Pois é. Como vê, às vezes tenho que levar o trabalho para fora de casa.
    — Não seria para ‘dentro de casa’, Bedel?
    — Também. O fluxo é intenso. E o tempo não para.
    — Não para, não. Tanto que o Dr. Felino da Secretaria Geral e o Matilha das Relações Públicas da casa estão arranhando-se e mordendo-se como dois animais, para obter sua transferência para os departamentos de coleta deles.
    — Não podia, nunca, imaginar uma coisa dessas. Me sinto lisonjeado.
    — Diga-me, Bedel, o que você faz para ser tão popular?
    — Não sei.
    — Pense… “Cui bono?”

  6. — Nada muito excepcional, chefe. Eu guardo as malas e cuido de caixas.
    — Caixa?
    — Cuido do estoque.
    — Olha, Bedel… não sou um idiota. Estou sabendo de tudo que se passa nos meus condomínios.
    — Ah! Sim?
    — Que tipo de serviço você presta?
    — Como?
    — Tem uma chave que passa de mão em mão. É a chave de um local misterioso.
    — A do banheiro executivo?
    — Não. De um apartamento funcional! Sabe de quem é esse apartamento?
    — Não… de quem?
    — Do leal, manipulável, prestativo e bom de bico: o senhor, seu Bedel! Vai negar isso?
    — Peremptoriamente… sim! Ou melhor, não, não vou negar. O apê é meu.
    — Isso é um sim ou um não?
    — Deixe-me explicar.
    — Estou esperando.
    — Quando fazia o colégio arquidiocesano… sofria bullying dos coleguinhas.
    — Coleguinhas? Que argumentação ridícula e infantil é essa?
    — Posso continuar com o meu… “flashback”?
    — Seja breve no seu comentário.
    — Me chamavam de gordinho, espinhento, porco-espinho, suíno… essas coisas.
    — Engole o choro e explique-se melhor, homem!
    — Naquele tempo, ninguém ia com a minha cara. Nem os cremes importados anti-acne.
    — Dito assim, parece até que havia uma legião de suburbanos zoando com as berebas do seu rosto…

  7. — É uma péssima lembrança. Aqueles bichos-grilos folgados!
    — Será? Não é imaginação?
    — Vossa excelência pode até duvidar. Foi uma adolescência brava. Não pegava ninguém.
    — Disso… não duvido. Agora, tire suas mãos de mim!
    — Desculpe, chefia. Foi a lembrança do meu pai, um político matreiro como o senhor…
    — Isso foi um elogio, anãozinho?
    — Vendo o meu sofrimento, o meu coroa resolveu me presentear com uma quitinete funcional e um Opala verde e me disse: “Os carros espiam os homens que correm atrás de mulheres. Vai, Bedel! Vai ser playboy na vida!”
    — Tempo e dinheiro perdido! E aí, o que você fez?
    — Comprei rodas tala larga, rodei e deitei meio mundo… Mundo, vasto mundo.
    — Selvagem…
    — Da noite para o dia… passei a ser popular na escola. Infelizmente, um momento de fama passageira.
    — Não gostaria de ser citado numa biografia autorizada por isso, não é?
    — Positivamente? Quem dera, ao menos uma vez. Na formatura, ninguém me disse ao menos obrigado.
    — Tentei chorar e não consegui. Termine a sua narrativa, cascateiro!

  8. — Um dia, um amigo que morava longe — onde um daqueles Judas Priest perdeu as botas — me disse que tinha um show. Precisava de um lugar para se lavar e se trocar. Emprestei o meu apê, baratinho. Em dólar.
    — Recebeu direitinho?
    — O cara atrasou. Cobrei multa por atraso. Foi o meu capital inicial.
    — O negócio tava russo, hein?
    — Minha sorte mudou! A notícia vazou e, de repente, todos tinham um show para ir. Quando se empresta a juros escorchantes a um, não se pode negar aos outros.
    — Lei do mercado da oferta e da barganha da procura. E a inadimplência dessa plebe rude?
    — Para minimizar os riscos e aumentar os lucros, comecei a cobrar juros sobre juros. E foi assim que tudo começou…
    — Bedel, conseguiu me convencer que o empréstimo da chave era uma prova… de amizade.
    — Ao menos uma vez… consegui provar que quem tem mais do que precisa ter, quase sempre se convence que não tem o bastante.
    — Exatamente, Bedel. Uma sociedade de monstros como a nossa, se apoia na confiança mútua. Mas saiba bem: todo funcionário público que se comporte de maneira indecorosa merece um puxão de orelhas…
    — Puxão de orelhas, senhor?

  9. — Quantas pessoas fazem parte desse seu pequeno clube de malas sem alça?
    — Só uns quatro.
    — Podemos ficar orgulhosos dessa percentagem tão baixa de adesão. Isso não quer dizer nada. Quatro ou cinco notas falsas dentro da caixa… ou enfiadas no meio mala… Bobagem! Não influenciam na contagem final! Mas se isto aumentar…
    — Não aumentará! Acredite. Não voltará a acontecer, senhor! Ninguém usará mais o meu apartamento.
    — Não vamos extrapolar! Não diria tanto. Onde fica seu apartamento?
    — Aqui perto. Não tem ideia do que tenho passado com os vizinhos, o zelador e a chave.
    — Como faz com a chave?
    — Eu entrego em mãos. Depois de usar o apartamento… o usuário a coloca na frente da porta, sob o tapete.
    — Essa é rotina da malandragem?
    — Não acontecerá mais, eu prometo.

  10. O ramal do chefe toca. A secretária do outro lado da porta, está na linha:
    — Sim, senhorita?
    — Sua esposa na linha dois. O senhor atende?
    — Quem? Ah… está bem, transfira, senhorita… — confirmou, com a voz melodiosa — Alô, querida? Onde estava? Levou o Júnior ao dentista? Ótimo, ótimo. Espere na linha, mozão. Vou te colocar na musiquinha…

    O colaborador, na moita, tentava sair de fininho:
    — Aonde vai, Bedel?
    — Não quero atrapalhar. Como está tudo conversado e esclarecido…
    — Sente-se de novo. Fica! Ainda não acabei com você, suíno!
    — Vejo que decorou o meu apelido de escola…
    — Olha, amor, hoje à noite não vou jantar em casa. O José Matusalém do Maranhão está aqui. O velhinho xarope e gagá, ele mesmo. Vou levá-lo ao teatro. Vamos ver o Bolshoi. Fazer o quê? Uma boa ação de vez em quando, infelizmente, não faz mal a ninguém! Não, não me espere acordada, viu? Isso, mesmo… querida.

  11. — Olhe, Bedel, não vou lhe dar essas entradas e sim… trocá-las.
    — Trocá-las? Pelo quê? Meu limite do cartão está estourado, chefe.
    — Aqui na sua ficha de avaliação diz que você é esperto, astuto e também cheio de imaginação.
    — Exageraram, chefe! Sou apenas leal, manipulável e prestativo.
    — Não queria te contar, mas… haverá recolocação no ministério, no mês que vem.
    — Puxa, chefe, é mesmo? Já?
    — No que me diz respeito, você é um sério candidato ao maior cargo. Pelo seu… destaque!
    — Como é que é?
    — Agora… me dê essa chave do apartamento. E anote o endereço. Não tenho o dia todo. Tenho duas malas novinhas em folha, cheinhas, me esperando lá fora.

  12. Muitos devem fazer isto. Provavelmente, também usam como casa da luz vermelha, com todo respeito as meninas, mas eles fazem as “festinhas” com nosso dinheiro.
    São tantos os absurdos neste país que fica difícil escolher quais manifestar primeiro.
    Apartamento funcional e todas as outras benesses destes patifes é no mínimo surreal.
    O cidadão brasileiro trabalha duro, paga suas próprias contas, seu próprio aluguel e além de tudo tem que pagar toda esta esculhambação para esta corja imprestável dos três poderes. Isso tem que acabar. Eles ganham muito bem e podem pagar suas contas, aluguel e etc. Basta!

  13. Parece que o Michel Temer está administrando os silêncios de forma muito bem feita.
    Primeiro: Michel Temer se acertou com Eduardo Cunha
    Uma ou duas semanas atrás, Eduardo Cunha deu uma entrevista à revista Época acusando Janot e absolvendo Michel Temer. O mesmo Eduardo Cunha que, meses atrás, elaborava perguntas em forma de chantagem/delação ao Michel Temer
    Segundo: o Silêncio do Geddel é sinal inequívoco que Michel Temer também acertou as condições do silêncio daquele.
    Diante do exposto, tenho que concordar com Delcídio do Amaral que, numa entrevista, disse que o pessoal do PMDB é profissional, deixando subentendido que esse profissionalismo tem a ver com bandidagem. São frios, calculistas, são bandidos profissionais.
    Essa entrevista do Delcídio resultou na demissão do Cláudio Tognolli da Rádio Jovem Pan, a pedido do porta-voz do PSDB/PMDB, Reinaldo Azevedo.
    Atentem para a parte final da entrevista, onde Delcídio trata do “profissionalismo” do PMDB no trato da “coisa pública”:
    https://www.youtube.com/watch?v=SQtn7Zf5c8Y

  14. O que será que o Michel Temer está oferecendo para o Geddel Vieira Lima para que este fique quieto? Um Habeas Corpus? Dinheiro? Um Combo: Habeas Corpus e Dinheiro?
    No Brasil, ser bandido na político dá dinheiro. Mas também deve dar uma boa dor de cabeça, tendo que administrar tantos silêncios, tantos operadores, tantos laranjas, tantos lacaios na Imprensa. Para manter tudo isso haja dinheiro público.

    1. O que Geddel deverá estar pedindo para ficar de boca fechada?
      Seria o dobro dos 51 milhões da gang da qual ele faz parte?

  15. Por mais que eu queira ver o Geddel na cadeia, Antagonistas, à luz da exposição das maracutaias e conluios entre Janot, Joesley Safadão e outros, vocês hão de convir que qualquer “delação” vinda da J&F é piada e da boa…

  16. E as várias impressões digitais colhidas lá foram analisadas ? Ou engolimos aquela história do enguiço do programa de reconhecimento de digitais da PF e vai ficar só na digital de Geddel?

  17. Primeiro foi paulo bernardo utilizando o apartamento funcional de gleise, agora é geddel que utilizou o do irmão.
    Tem que acabar com essa palhaçada de que apartamento funcional é um local sagrado, destinado apenas a seres superiores e que não pode ser maculado com a presença da polícia, ministério público e etc.

    1. E você quer que a propina seja negociada sem um minimo de conforto, luxo e mordomias?
      Assim não pode, assim não dá!
      Isso faz parte da democradura bolivariana e do ESTADO DEMOCRATICO DE DIREITO

  18. Se algo não lhe cai bem na refeição e precisa ser colocado para fora antes de digeri-lo, assistir à dancinha do rinoceronte é a solução – https://www.oantagonista.com/brasil/dancinha-irmao-de-geddel/

  19. Sim, e que importância tem isso?
    Já não é suficiente tudo que se descobriu sobre o Geddel para colocá-lo na cadeia por 30 anos?
    Se continuar a puxar esses fios não paramos nunca e daqui a pouco prescreve tudo e o porquinho se livra desta…

    1. Você é o Paulo Bernardo? Como vai o tesão da sua guenga Gleisi? Quero provar o suquinho dela… vamoooo aiiiiii irmão

  20. está na cara que o TEMER e o chefe desta quadrilha de bandidos …

    CADE OS PROTESTOS ? TODOS SE VENDERAM AO TEMER ?

    QUANTO O #MBL #VEMPRARUA #NASRUAS ESTAO RECEBENDO ???

    1. Você não sabia que a população é a mesma que por doze anos votou no trio Lula, Dilma e Temer.
      A mesma população que cantava “Sou brasileiro com muito orgulho” enquanto roubavam descaradamente na copa e olimpíadas?
      Simplesmente uma população que tem uma das piores educações do mundo!
      O que se pode esperar? Que essa população fique indignada como os japoneses, americanos, alemães, romenos , islandeses e até mesmo paraguaios?

  21. está na cara que o TEMER e o chefe desta quadrilha de bandidos …

    CADE OS PROTESTOS ? TODOS SE VENDERAM AO TEMER ?

    QUANTO O #MBL #VEMPRARUA #NASRUAS ESTAO RECEBENDO ???

  22. Está na cara que o TEMER e o chefe desta quadrilha de bandidos …

    CADE OS PROTESTOS ? TODOS SE VENDERAM AO TEMER ?

    QUANTO O #MBL #VEMPRARUA #NASRUAS ESTAO RECEBENDO ???

    1. Temeroso é especializado em portos e imóveis, adotando o título de constitucionalista como fachada. Também gosta de malas semanais com 500 mil por 25 anos. Um bandido notório se lascou por um apê vizinho ao seu na periferia, outro, mais ambicioso, tem todo um andar em edifício comercial em zona nobre.