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Exclusivo: irmão de André Mendonça também vai explorar grafeno

Além dos tios, seu irmão Alexandre de Almeida Mendonça obteve da Agência Nacional de Mineração seis licenças para pesquisa de grafita
Exclusivo: irmão de André Mendonça também vai explorar grafeno
Foto: Alan Santos/PR

Como O Antagonista revelou há pouco, tios de André Mendonça abriram uma empresa de pesquisa mineral logo após a posse de Jair Bolsonaro e, posteriormente, se associaram ao advogado Jorge Vacite Neto e ao pastor Michael Aboud — ligados a Silas Malafaia, principal cabo eleitoral do AGU para o Supremo e interlocutor frequente do presidente.

A empresa Palm Miracatu, criada a partir da fusão com o grupo Al Nakhla Investimentos e Participações, seria, segundo seus sócios, o “projeto greenfield com o menor custo operacional estimado no Brasil”, para e exploração do grafeno.

Itamar Tavares de Mendonça e João Roberto Tavares de Mendonça, irmãos do falecido pai de André Mendonça, não são os únicos parentes dedicados à exploração do mineral que virou bandeira de campanha de Bolsonaro.

Um levantamento junto à Agência Nacional de Mineração (ANM) mostra que Alexandre de Almeida Mendonça, irmão de André, obteve entre 2020 e 2021 seis licenças de pesquisa de grafita — da qual se extrai o grafeno.

As licenças incluem os municípios de Juquiá, Eldorado e Sete Barras, no Vale do Ribeira (SP), além de Itabela, na Bahia. Um dos alvarás solicitados por Alexandre Mendonça se refere a uma área de proteção ambiental da Serra do Mar. Para realizar suas pesquisas, ele terá que pedir autorização à Secretaria Estadual de Infraestrutura e Meio Ambiente, do governo João Doria.

Graduado em administração e dono de uma loja de móveis, Alexandre de Mendonça entrou no início do ano num mestrado em “desenvolvimento de negócios”, na Universidade Mackenzie, a mesma que pesquisa a aplicação do grafeno. Na carona do irmão ministro, Alexandre participou de uma live da universidade, em março, para falar de reforma administrativa.

A O Antagonista, Itamar Mendonça disse que o sobrinho Alexandre não integra sua empresa e tem atuação independente.

Em Itabela, onde Alexandre obteve três alvarás de pesquisa, há vários projetos de pesquisa de grafeno sendo tocados por grupos grandes, como o canadense Sayoná Mining. Qualquer pesquisa de jazida custa muito dinheiro e é praticamente impossível ser financiada individualmente.

Um plano de pesquisa encomendado pela Mendonça Pesquisa Mineral numa única área no Vale do Ribeira, por exemplo, foi orçado em quase meio milhão de reais (leia abaixo). Assim como os tios de André Mendonça, seu irmão provavelmente vai precisar de um investidor disposto a bancar os custos.

O grafeno é o cristal mais fino e leve conhecido, além de excelente condutor elétrico, com altíssima resistência e impermeável, sendo aplicado na construção civil, em telecomunicações, medicina, eletrônica, entre outros.

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