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Exclusivo: Moraes abre inquérito contra Sérgio Reis, Otoni e mais 8 alvos

A pedido da PGR, o ministro Alexandre de Moraes também proibiu investigados de se aproximarem da Explanada dos Ministérios; conheça os investigados
Exclusivo: Moraes abre inquérito contra Sérgio Reis, Otoni e mais 8 alvos
Foto: Ana Volpe/Agência Senado

A pedido da subprocuradora-geral Lindôra Araújo, o ministro Alexandre de Moraes determinou a instauração de inquérito para investigar Sérgio Reis, Otoni de Paula e mais oito pessoas por envolvimento no planejamento de atos de violência contra o STF, o senado e seus integrantes.

Moraes também expediu ordem de restrição contra os investigados, que deverão manter distância mínima de 1 km da Esplanada dos Ministérios, dos ministros do Supremo e dos senadores – com exceção de Otoni, por ser parlamentar.

Além do cantor e do deputado federal, são alvos das medidas o caminhoneiro Marcos Antônio Pereira Gomes (“Zé Trovão”), o presidente da Aprosoja, Antonio Galvan; e os bolsonaristas Eduardo Oliveira Araújo, Wellington Macedo de Souza, Alexandre Urbano Raitz Petersen, Turíbio Torres, Juliano da Silva Martins e Bruno Henrique Semczeszm.

Segundo informou Lindôra, os investigados “têm convocado a população, através de redes sociais, a praticar atos criminosos e violentos de protesto às vésperas do feriado de 7/9/2021, durante uma suposta manifestação e greve de ‘caminhoneiros'”.

O quadro probatório demonstra a atuação dos investigados na divulgação de mensagens, agressões e ameaças contra a Democracia, o Estado de Direito e suas Instituições e, na conclusão da Procuradoria Geral da República, seria mais do que suficiente para caracterizar causa provável a justificar as medidas cautelares pleiteadas; destacando que o caso: ‘Não trata de mera retórica política de militante partidário, mas, sim, de atos materiais em curso conforme acima descrito, que podem atentar contra a Democracia e o regular funcionamento de suas Instituições’.”

Moraes também notificou Facebook, Instagram, Twitter e Youtube para que “procedam o bloqueio imediato dos perfis de titularidade dos requeridos”. Os investigados estão proibidos de se comunicarem entre si.

Segundo o ministro, “o quadro fático revela com nitidez um cenário em que se pretende o abuso no exercício dos direitos constitucionais de reunião, livre manifestação e liberdade de expressão, passível de acarretar um efeito desproporcional e intolerável sobre todo o restante da sociedade, pois, claramente, os investigados pretendem atentar contra a Democracia e o Estado de Direito”.

“Condutas criminosas decorrentes do abuso e desvio no exercício de direitos constitucionalmente previstos não podem ser impunemente praticadas para atentar, coagir, desrespeitar ou solapar a Democracia, o Estado de Direito e suas Instituições.”

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