Exclusivo: polícia investiga se Wassef registrou casa de Atibaia como escritório para proteger Queiroz

Exclusivo: polícia investiga se Wassef registrou casa de Atibaia como escritório para proteger Queiroz
Foto: Reprodução/ Polícia Civil

A Polícia Civil de São Paulo investiga se o advogado Frederick Wassef registrou sua casa em Atibaia (SP) como escritório para proteger o ex-PM Fabrício Queiroz. A suspeita é de falsidade ideológica.

O inquérito foi aberto com base em notícia-crime apresentada por Heloísa de Carvalho, filha de Olavo, e Bruno Maia, ativista LGBT e candidato a vereador pelo PSOL em 2016.

Dias depois de fazer a queixa, Heloísa renunciou aos autos e disse que não está mais envolvida no processo.

Segundo eles, “ao que tudo indica, o escritório de advocacia em Atibaia servia apenas para dar inviolabilidade a um endereço residencial onde habitava pessoa investigada pela prática de sérios crimes, e co-investigada de cliente do Dr. Frederick, senador Flávio Nantes Bolsonaro”.

No dia da prisão de Queiroz, o promotor Jandir Moura Tavares, que acompanhou a operação, disse a O Antagonista que a casa de Atibaia “não parecia um ambiente profissional”.

De acordo com a notícia-crime, a casa consta do cadastro da OAB como sede do escritório Wassef e Sonnenburg Advogados, uma sociedade entre Wassef e Solveig Sonnenburg, prima dele.

Mas ela nunca apresentou o imóvel como endereço profissional, segundo a denúncia. Em processos que tramitam no Tribunal de Justiça de São Paulo, ela sempre registrou endereços na capital paulista.

Leia trecho da notícia-crime:

Solveig também não parece representar clientes de Wassef. De acordo com a notícia-crime, ela “defende os interesses de Soneghet Sociedade de Advogados”, que fica na Avenida das Nações Unidas, zona oeste de São Paulo, a 85 km do imóvel onde Queiroz estava escondido.

Queiroz foi preso no dia 18 de junho e transferido para o regime domiciliar duas semanas depois, por decisão do presidente do STJ.

O ex-PM era assessor de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio. Ele é acusado de operar um esquema de rachadinha com salários de ex-assessores do gabinete da Alerj. Wassef defendeu Flávio nessas investigações, mas deixou o caso depois que Queiroz foi preso em seu escritório.

 

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