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Exclusivo: Saiba quem são os investigados na Operação Black Flag

Polícia Federal analisa crimes financeiros cometidos por suposto grupo criminoso que criava empresas-fantasma, falsos documentos e usava trabalhadores como laranjas para movimentar R$ 2,5 bilhões em 10 anos
Exclusivo: Saiba quem são os investigados na Operação Black Flag
Foto: Adriano Machado/Crusoé

A Operação Black Flag, deflagrada pela Polícia Federal na manhã de hoje, cumpriu 15 mandados de prisão e 70 de busca e apreensão em 11 cidades de três estados (São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará) e do Distrito Federal. São apurados crimes contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro envolvendo R$ 2,5 bilhões.

Segundo a PF, um suposto grupo criminoso criava identidades falsas e empresas-fantasma para movimentar valores recebidos a partir de financiamentos da agência de fomento do governo de São Paulo, a Desenvolve SP, e da Caixa Econômica Federal.

São acusados:

  • Rodolfo Portilho Toni, considerado pelas autoridades o líder do grupo;
  • Aedi Cordeiro, acusado de ser responsável pela produção das identidades falsas;
  • Osvaldo Toni, pai de Rodrigo;
  • Maria Luiza Portilho Toni, mãe de Rodrigo;
  • Mayara Bianchi Nogueira, esposa de Rodrigo.
Recai sobre Aedi e Rodolfo a acusação, segundo a PF, de “criar uma verdadeira família de pessoas físicas falsas”.

As pessoas supostamente inventadas são:

  • Osvaldo Tonny;
  • Luisa da Siva Tonny;
  • José Rodolpho da Silva Tonny;
  • Marcus Andre da Silva Tony; e
  • Dirce de Oliveira Tonny.
No inquérito, ao qual O Antagonista teve acesso com exclusividade, a PF aponta que o grupo criava diversas empresas para fazer pequenos depósitos bancários entre elas, e nas contas de seus funcionários-fantasma e de pessoas inventadas, para fugir do radar da Receita Federal.

De acordo com a Receita Federal, 68 trabalhadores estavam registrados em mais de uma das empresas citadas acima. Esse empregados eram usados como testas de ferro para o recebimento dos valores obtidos com as supostas fraudes.

As empresas que originaram o suposto esquema, todas registradas no mesmo endereço, são:

  • Portilho e Silva Ltda;
  • Lionfer Indústria e Metalurgia Ltda;
  • Lionfer Comercial Siderurgia Ltda;
  • Watio Indústria e Comércio Ltda;
  • Sandylon Investments, offshore com sede no Panamá supostamente criada pare receber depósitos das companhias listadas acima.
Além destas empresas, o suposto grupo criminoso criou companhias-fantasma para ajudar a movimentar os valores fraudados. Confira quais são:

  • OL – Indústria Metalúrgica;
  • Capital Brasil – Investimentos e Participações Ltda;
  • LIM – Tecnologia de Cortes, Soldas e Usinagens Ltda;
  • Flixeten Sociedad Anonima;
  • AT&T do Brasil – Investimentos e Participações Ltda; e
  • AT&T do Brasil – Property Division Ltda.

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