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Fachin diz que populistas "nem se dão ao trabalho" de se filiar a partidos políticos

Segundo ministro do STF e vice-presidente do TSE, isso "revela o descaso com que tratam a arena partidária na democracia"
Fachin diz que populistas “nem se dão ao trabalho” de se filiar a partidos políticos
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Edson Fachin continua criticando Jair Bolsonaro de maneira velada. O ministro do STF disse hoje que “os populistas nem se dão ao trabalho de estarem filiados a um partido político”.

“O que revela o descaso com que tratam a arena partidária na democracia”, complementou o ministro, durante sua participação em evento organizado pela organização Transparência Eleitoral.

As afirmações foram feitas por Fachin no mesmo dia em que o jornal O Estado de S. Paulo publicou reportagem sobre uma ameaça à democracia que teria sido feita pelo ministro da Defesa, general Braga Netto, que nega ter feito o ataque.

Segundo o jornal, o general ligou para o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e afirmou que não haveria eleição em 2022 sem o voto impresso.

O parlamentar então respondeu ao militar, e depois a Jair Bolsonaro, que apoia o governo até em uma eventual derrota eleitoral, mas que não se aventuraria em rupturas democráticas.

Fachin disse ainda que, no caso de um populista que se filia a um partido, a decisão é apenas para cumprir as regras eleitorais antes de assumir o poder, pois, “uma vez eleito, retorna ao estado de desvinculação das agremiações políticas”.

O ministro do STF também criticou a exploração da desinformação ao afirmar que essa tática “foi capturada como um ativo da narrativa populista”.

“É que o populismo e as redes sociais vieram a constituir um par perfeito para colocar à prova a solidez das democracias […] Os constantes ataques, seja contra adversários ou instituições públicas, rendem préstimos […] Isto mostra o quanto é efetiva a exploração política das emoções, do medo, do ódio.”

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