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Fachin diz que "retórica da fraude" vem de políticos "que almejam sequestrar o poder"

Ministro do STF também disse que acusações contra o sistema eleitoral eletrônico e o TSE são "vazias e sem respaldo na realidade"
Fachin diz que “retórica da fraude” vem de políticos “que almejam sequestrar o poder”
Foto: Carlos Moura/SCO/STF

Edson Fachin está rebatendo, sem citar nomes, todas as acusações feitas por Jair Bolsonaro contra o sistema eleitoral eletrônico e o Tribunal Superior Eleitoral. O ministro do STF disse hoje que a “retórica da fraude” vem de políticos “que almejam sequestrar o poder”.

A fala foi dada por Fachin durante evento organizado pela organização Transparência Eleitoral e no mesmo dia em que o jornal O Estado de S. Paulo publicou reportagem sobre a ameaça à democracia feita pelo ministro da Defesa, general Braga Netto.

Segundo o jornal, o general ligou para o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e afirmou que não haveria eleição em 2022 sem o voto impresso.

O parlamentar então respondeu ao militar, e depois a Jair Bolsonaro, que apoia o governo até em uma eventual derrota eleitoral, mas que não se aventuraria em rupturas democráticas. Braga Netto nega que tenha feito a ameaça.

Fachin disse ainda que as acusações de fraude são “categoricamente vazias e sem respaldo na realidade”, não passando de “teorias da conspiração” que partem de “populistas” que buscam estabelecer “um regime de inverdade consensual, um acordo sobre a mentira”.

Essas práticas, continuou o ministro, são “um pré-fascismo” desejado por pessoas que “buscam naturalizar um eventual descarte da consulta popular”.

E complementou: “O que, na prática, significa instaurar um regime de exceção”.

O ministro também disse que, além do sistema eleitoral, os “sermões populistas que embalam ameaças verbais à democracia” vitimam a imprensa, os juízes, os cientistas e as organizações internacionais e sociais sem fins lucrativos.

“Daí o populista sempre diz que quer drenar o pântano, olvidando-se, não raro de que ele mesmo é pantanoso […] Os populistas têm predileção para assacar acusações contra os integrantes das cortes constitucionais, que no seu papel contramajoritário são constantemente delatados como inimigos do povo.”

Sobre os cientistas, Fachin disse que “são reputados pelos populistas como tecnocratas a serviço de corporações”.

Em relação às organizações sociais e internacionais, Fachin afirmou que essas instituições são “sempre assacadas pelo populista nas imputações de estarem a serviço de um suposto país inimigo”.

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