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Fachin diz que voto impresso é "pernicioso, antieconômico e ineficaz"

Sem citar Jair Bolsonaro, ministro do STF afirmou que há um "assédio discursivo" para justificar "eventual boicote ao pleito de 2022"
Fachin diz que voto impresso é “pernicioso, antieconômico e ineficaz”
Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

Edson Fachin, do STF, disse hoje que o voto impresso é “pernicioso, antieconômico e ineficaz”. A afirmação foi feita pelo ministro durante evento organizado pela organização Transparência Eleitoral.

A fala de Fachin ocorre no mesmo dia em que o jornal O Estado de S. Paulo publicou reportagem sobre a ameaça à democracia feita pelo ministro da Defesa, general Braga Netto.

Segundo o jornal, o general ligou para o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e afirmou que não haveria eleição em 2022 sem o voto impresso.

O parlamentar então respondeu ao militar, e depois a Jair Bolsonaro, que apoia o governo até em uma eventual derrota eleitoral, mas que não se aventuraria em rupturas democráticas. Braga Netto nega que tenha feito a ameaça.

“Há um designo indisfarçado com três grandes objetivos: a exclusão do pensamento divergente, o enfraquecimento dos mecanismos de monitoramento social e do sistema de freios e contrapesos, e o descredenciamento das eleições como termômetro acurado da arbitragem social”, disse Fachin.

O ministro fez ainda uma crítica velada a Bolsonaro ao afirmar que, “em paralelo à defesa inflamada de um novo método de votação, eis que há governantes que querem mudar as regras ao invés de obedecê-las”.

Para Fachin, o Brasil vive hoje um cenário de “assédio discursivo que engloba referências diretas a um eventual boicote ao pleito de 2022”

“Tudo isso se assenta em acusações de fraudes vazias de provas e sem respaldo na realidade”, disse o ministro do STF.

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