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Fachin suspende rescisão da delação da J&F

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Edson Fachin suspendeu o processo de rescisão da delação da J&F no Supremo Tribunal Federal. A decisão atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República, que avalia a repactuação do acordo com os delatores do grupo e tem prazo até 6 de maio para concluir as negociações.

O ministro, no entanto, não retirou o processo da pauta de julgamentos do plenário no dia 17 de junho. Fachin inclusive tornou público o relatório do caso, que resume os principais pontos do processo.

O processo de rescisão da JBS é considerado um marco para as delações e poderá definir o sistema de eventuais rompimentos de acordos.

Apontada como uma das mais fortes delações fechadas na esteira da Lava Jato –atingiu o ex-presidente Michel Temer, arrastou o deputado Aécio Neves (PSDB-MG) e centenas de políticos para o centro da crise–, a colaboração da J&F passou por uma reviravolta depois que gravações indicaram que Marcello Miller, ex-procurador, teria orientado Joesley Batista e seu grupo para as tratativas com a PGR sobre o acordo de colaboração.

Dos sete delatores do grupo, quatro têm seus acordos questionados: Joesley Batista, Wesley Batista, Francisco de Assis e Ricardo Saud.

A rescisão se arrasta no STF desde setembro de 2017. O rompimento foi informado por Rodrigo Janot ao Supremo, mantido por Raquel Dodge e chegou a ser defendido no ano passado por Augusto Aras.

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