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Faroeste: MPF se manifesta contra soltura de desembargadora

Faroeste: MPF se manifesta contra soltura de desembargadora
Foto: TJ-BA

O Ministério Público Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal para manter a prisão preventiva da desembargadora da Bahia Lígia Cunha, investigada por venda de sentenças.

Presa no dia 14 no âmbito da Operação Faroeste, ela é suspeita de receber, em 2016, R$ 300 mil para garantir a um produtor rural a posse de um terreno no oeste do estado.

No parecer enviado ao STF, o subprocurador Juliano Baiocchi Villa-Verde de Carvalho afirmou que não basta o afastamento dela do cargo, já determinado pelo ministro Og Fernandes.

Disse que, durante as investigações, ela tentou intimidar testemunhas, destruir provas e desobedeceu à ordem de não manter contato com servidores do Tribunal de Justiça.

Como mostrou O Antagonista há duas semanas, uma assessora disse em depoimento que, em fevereiro deste ano, Lígia lhe pediu que apagasse, no computador de outro assessor, um arquivo com uma lista de processos aos quais ela daria preferência em decisões.

“A atualidade da necessidade da prisão preventiva pode decorrer de coerente constatação de que somente a prisão obstará a possibilidade de novos crimes, sendo tal possibilidade ancorada em elementos quanto a histórico de condutas ilegais”, afirmou o subprocurador.

A decisão no habeas corpus cabe a Rosa Weber — Luiz Fux se declarou suspeito para analisar o pedido de soltura.

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