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Farra das passagens no STF custou R$ 2,7 milhões a cada 4 anos, indica TCU

Minutos depois de o TCU, na última quarta-feira, ter colocado um freio na farra das passagens aéreas do STF, o Supremo divulgou nota — relembre aqui — em que dizia já cumprir as recomendações feitas pelo tribunal de contas.

Bem, o STF só passou a divulgar em detalhe as compras de passagens a partir de setembro de 2016. De lá até maio deste ano, como já registramos, foram gastos R$ 2.396.324,63 com passagens aéreas para ministros, servidores e “colaboradores”. Mas vale lembrar que, na sessão desta semana, o próprio ministro do TCU Raimundo Carreiro, relator do processo, informou que nem todos os bilhetes aéreos emitidos são tornados públicos por “questão de segurança”.

As despesas exatas com a farra das passagens no STF, portanto, são um incógnita, principalmente no período anterior a setembro de 2016. Documentos do TCU obtidos por O Antagonista, porém, sugerem o tamanho desse montante.

Relatório elaborado por auditores do TCU e que serviu de base para o voto do antigo relator do processo, o atual presidente, José Múcio Monteiro, indica que o fim da farra das passagens resultaria em uma economia na ordem de R$ 2.707.811,92 para um período de quatro anos — valor referente à soma dos valores da cota anual de passagens dos ministros (incluindo viagens em períodos de recesso, licença médica e sem relação direta com a atividade jurídica) e dos gastos com bilhetes para cônjuges (incluindo voos internacionais na primeira classe).

O processo sobre a farra das passagens no STF chegou ao TCU em 2013. Auditores têm certeza de que o padrão de emissão de bilhetes ainda se perpetuou por um tempo depois disso, mesmo com as diligências em andamento.

É, no mínimo, estranho que o processo tenha demorado tanto para ser concluído. E mais ainda o fato de o antigo relator, e atual presidente do tribunal de contas, ter determinado sigilo do caso — o que não prosperou (entenda aqui).

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