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“Fazer churrasco não é crime", diz advogada de Bolsonaro, sobre reunião investigada por CPI

O colegiado tem elementos que apontam uma eventual atuação de Karina Kufa em favor da Precisa Medicamentos nas negociações para a compra da Covaxin
“Fazer churrasco não é crime”, diz advogada de Bolsonaro, sobre reunião investigada por CPI
Foto: Adriano Machado/Crusoé

A advogada de Jair Bolsonaro Karina Kufa negou há pouco qualquer irregularidade no jantar realizado em sua residência, em 25 de maio do ano passado, que contou com a presença de duas pessoas apontadas pela CPI da Covid como lobistas da Precisa Medicamentos: Ricardo Santana e Marconny Faria.

Desde a semana passada, a CPI passou a suspeitar da reunião em que Kufa apresentou Ricardo Santana a Marconny Faria. Na época, Santana era o consultor informal do Ministério da Saúde. O caso foi revelado pela CBN.

Como mostramos, por conta desse evento, a Comissão Parlamentar de Inquérito pretende convocar a advogada para prestar esclarecimentos. A suspeita do colegiado é que Kufa tenha atuado para favorecer a Precisa Medicamentos.

“Na semana passada, integrantes da CPI tentaram vincular meu nome de forma irresponsável às supostas irregularidades na compra de vacinas pelo Ministério da Saúde. Os malabarismos verbais, os comentários maliciosos e sem qualquer fundamento, me pareceram uma manobra da oposição para desgastar o presidente da República”, disse a advogada por meio de nota oficial.

“Sem elementos concretos para enquadrar o chefe do Executivo, partiram para o ataque sem reservas contra mim e contra outras pessoas próximas a ele. Gostaria de deixar claro que não tenho qualquer vínculo com a compra ou venda de vacinas e testes para Covid”, declarou Kufa.

Ela ainda afirmou: “Fazer churrasco não é crime; conhecer pessoas não é crime”.

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