Feira é Feira

Por favor, releia os posts que publicamos em outubro sobre as mensagens apreendidas pela PF no celular de Marcelo Odebrecht.

A reportagem da Veja sobre Delcídio Amaral mostra que estávamos certos.

Mais cedo, reproduzimos mensagens do celular de Marcelo Odebrecht capturadas pela PF. Elas fazem referências ao financiamento pela empreiteira da campanha de Dilma Rousseff – no caixa 2 e, ao que tudo indica, com dinheiro roubado da Petrobras.

Na mensagem abaixo, como já publicamos, “JEC” é José Eduardo Cardozo; “Vaca” é Vaccari; “Edinho” é Edinho Silva; “cta Suíça” é conta na Suíça; e “campanha dela” é campanha de Dilma Rousseff. Faltava saber quem era o “Feira”, da frase “Liberar p/Feira pois meu pessoal não fica sabendo”.

Agora não falta mais.

O Antagonista foi informado de que “Feira” era o codinome usado por Marcelo Odebrecht para referir-se a João Santana, o marqueteiro de Dilma. “Feira” vem de Feira de Santana. Marqueteiro Santana = cidade Santana.

E também:

A revelação de que “Feira”, citado na mensagem de Marcelo Odebrecht, é João Santana, fornece outras pistas sobre o esquema criminoso do PT.

Sete meses atrás, a Folha de S. Paulo publicou que a PF estava investigando duas empresas de João Santana, que teriam sido usadas em uma operação de lavagem de 16 milhões de dólares para a campanha de Fernando Haddad, trazidos ilegalmente de Angola para o Brasil.

Disse o jornal:

“Uma das suspeitas dos policiais é que os recursos de Angola tenham sido pagos ao marqueteiro por empresas brasileiras que atuam no país africano”.

Isso se encaixa perfeitamente à mensagem de Marcelo Odebrecht: “Liberar para Feira” e “Para Edinho a visão da conta toda inclusive o gasto com Haddad”.

Decifrando: o dinheiro da Odebrecht pode ter entrado para a campanha de Dilma Rousseff através das empresas de João Santana em Angola, usando um esquema consolidado na campanha de Fernando Haddad.


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