FHC: “Há malfeitos e malfeitos, vamos distinguir”

Na entrevista ao Estadão, FHC nega que tenha tentado misturar o joio com o trigo, ao defender nuances no crime de caixa 2. Leia:

“Como o sr. Vê o movimento no Congresso de anistia ao caixa 2?

Qualquer tentativa de anistiar não vai dar certo porque a sociedade não vai concordar. Na nota que eu dei lá da Europa, que era a respeito de uma crítica ao Aécio (delator da Odebrecht disse que na campanha de 2014 repassou R$ 9 milhões a políticos do PSDB e do PP e a marqueteiro tucano a pedido do então candidato à Presidência Aécio Neves), eu disse: “Tem que dar prevalência à Justiça.” A justiça vai ter que separar os vários tipos de crime. Eu disse: “É algo errado que tem que ser punido.”Eu te mato é uma coisa, eu dou uma surra nele é outra. Os dois estão errados, mas é diferente. Aquela nota foi lida como se eu quisesse borrar os malfeitos. Não era essa a intenção. Era: “Há malfeitos e malfeitos, vamos distinguir.” Quem foi que disse a mesma coisa que eu? Uma pessoa que não conheço, o Deltan Dallagnol (coordenador da Lava Jato em Curitiba). Ele disse: “Nós não estamos visando o caixa 2, nõs estamos visando a corrupção.” Pode ser no caixa 1, no caixa 2 ou fora deles. Isso quer dizer que caixa 1 ou caixa 2 não seja passível de punição? É passível. Mas quem julga é a Justiça.”

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