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FIB Bank foi citado por envolvidos em 'caso do tiroteio' de Juiz de Fora

No episódio, a polícia apreendeu 15 milhões de reais em cédulas falsas e verdadeiras; caso envolveria empréstimo com garantia semelhante à da Precisa
FIB Bank foi citado por envolvidos em caso do tiroteio de Juiz de Fora
Reprodução/TV Globo; Polícia Civil/Divulgação

A FIB Bank, empresa que forneceu carta fiança fajuta para a Precisa Medicamentos, foi citada pelo empresário Flávio de Souza Guimarães, do Grupo AJC, no episódio envolvendo um tiroteio entre seguranças e policiais no estacionamento do hospital Monte Sinai, em Juiz de Fora.

O episódio ocorreu pouco mais de um mês depois da facada que Adélio Bispo deu em Jair Bolsonaro e ganhou repercussão nacional.

Após as investigações, a Polícia Civil concluiu que a troca de tiros, que matou um policial e o dono de uma empresa de segurança, foi decorrente de tentativa de golpe envolvendo um estelionatário de Minas Gerais chamado Antonio Vilela.

Em síntese, Flávio buscava um empréstimo milionário para sua empresa e daria como garantia alguns terrenos. Na hora da entrega do dinheiro, porém, verificou-se que havia milhares de notas falsas misturadas a cédulas verdadeiras, num montante de quase 15 milhões de reais.

Em seu depoimento à Polícia, o empresário disse que o nome de Antonio Vilela (que se apresentava como Antonio Vasconcelos) lhe fora indicado por um “consultor de mercado do FIB Bank”, chamado “Péricles”.

Segundo ele, Vilela “realizava empréstimos para empresas em forma de Fundo de Investimento Creditório (FDIC), incluindo trocas de duplicatas”. Ele também disse que daria como garantia imóveis do grupo empresarial – sistema lembra muito o utilizado pela FIB Bank para “garantir” dívidas de terceiros.

Vilela, por sua vez, disse à Polícia Civil que “estava negociando com o Flávio” e que ele “ia passar dinheiro falso porque o Flávio tinha contato com alguém do FIB Bank, que é um banco (sic) que eles não conseguiram muitas informações, e que esse banco aguentaria vinte e cinco milhões de reais falsos”.

A CPI da Covid suspeita que Marcos Tolentino seja o verdadeiro dono da FIB Bank e tenha influenciado no negócio da Precisa com o Ministério da Saúde, por causa de sua relação com Ricardo Barros.

O empresário não compareceu ao depoimento marcado para hoje, alegando problemas de saúde. Mas, ontem à noite, ele deu uma entrevista exclusiva a O Antagonista e parecia bem. A gravação acabou interrompida por problemas técnicos.

Tolentino não conseguiu esclarecer a procuração –– com poderes ilimitados — que possui desde 2017 para atuar em nome da Benetti Prestação de Serviços, empresa que está no topo da cadeia societária que integra a FIB Bank.

Há pouco, Randolfe Rodrigues disse que Tolentino agiu de má-fé. Omar Aziz recebeu telefonema do presidente do Sírio do Libanês e afirmou que o diretor clínico fará uma junta médica para avaliar o caso.

Pelo visto, há muito mais a ser esclarecido.

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