Filho de Aroldo Cedraz embolsou mais de R$ 30 milhões de clientes com interesses no TCU

Filho de Aroldo Cedraz embolsou mais de R$ 30 milhões de clientes com interesses no TCU
Foto: Jane de Araújo/Agência Senado

Além dos R$ 16 milhões da Fecomércio-RJ, o escritório de Tiago Cedraz, alvo da Operação E$quema S, embolsou mais de R$ 30 milhões de clientes com interesses, diretos ou indiretos, em casos no Tribunal de Contas da União.

Os recursos foram pagos entre 2015 e 2017. Seu pai, Aroldo Cedraz, presidiu a Corte de contas de 2014 a 2016.

Tiago foi alvo ontem de busca e apreensão pela Lava Jato do Rio. Ele é acusado de tráfico de influência no TCU, no âmbito do esquema que drenou R$ 151 milhões dos cofres do Sistema S sob comando de Orlando Diniz.

Em quebra fiscal autorizada pela Justiça, a Fecomércio aparece como principal cliente do escritório do filho do ministro. Em segundo lugar, está a Oi, cujo processo de recuperação judicial é monitorado pelo tribunal.

O TCU também foi responsável por avaliar o papel da Anatel no caso da RJ, assim como no da fusão com a Brasil Telecom. Aroldo Cedraz chegou a relatar o processo sobre um termo de ajuste de conduta entre a agência e a companhia.

Outro cliente é o partido Solidariedade, do qual é tesoureiro, e dos sindicatos UGT, Força Sindical, além da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil, entre outros. O TCU é quem fiscaliza os sindicatos.

Outro exemplo flagrante da atuação suspeita de Tiago é a contratação de seu escritório pela Itaipu Binacional, que resiste a ter suas contas analisadas pela Corte. A discussão do caso no TCU é recorrente.

Em 2017, o plenário do TCU decidiu por unanimidade arquivar uma investigação interna sobre a atuação de Tiago Cedraz. No ano passado, o Supremo também enviou para a gaveta denúncia envolvendo pai e filho na Lava Jato e manteve o ministro no cargo.

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