Flávio Bolsonaro fala em "vírus chinês" e insiste na defesa da cloroquina

Flávio Bolsonaro fala em “vírus chinês” e insiste na defesa da cloroquina
Foto: Reprodução

No mesmo dia em que o pai deu continuidade a um esforço de ajustar a narrativa em meio ao agravamento da pandemia, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos) decidiu insistir na defesa do tal “tratamento precoce” contra a doença.

Mais cedo, após uma reunião no Palácio da Alvorada, o próprio presidente da República disse que “não existe remédio” para Covid e jogou para o novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, a responsabilidade sobre o tema.

Enquanto isso, no grupo de mensagens dos senadores, Flávio compartilhou mais cedo uma notícia de uma pessoa que usou cloroquina e azitromicina e se recuperou da doença. Ele chamou o novo coronavírus de “vírus chinês”.

O Antagonista teve acesso às mensagens.

“Por que para uns funciona e para outros não? Infelizmente, ainda há muito a aprender sobre o ‘vírus chinês’ (comecei a usar depois que apelidaram a nova cepa de ‘variante brasileira’). Muitas perguntas sem respostas”, escreveu o filho do presidente.

“Eu me tratei do mesmo jeito e fiquei bem. Era o que tinha na época”, acrescentou Flávio, que pegou Covid em agosto do ano passado.

Os medicamentos do tal “tratamento precoce” não têm comprovação científica. Ontem, associações médicas pediram, inclusive, que o uso de tais remédios seja banido. O Estadão noticiou que o chamado “kit Covid” causou a morte de ao menos três pessoas.

Flávio, no entanto, acha que “crucificar o uso de medicamentos, com acompanhamento médico, é precipitado”.

“Ninguém pode afirmar nada com 100% de certeza. Só com o tempo e as pesquisas saberemos. Na Segunda Guerra Mundial não havia soro para salvar soldados feridos. Os militares começaram a injetar água de coco direto na veia dos soldados. Milhares foram salvos, era o que tinha na época”, comparou o senador, em discussão sobre o assunto com os colegas.

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