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Força-tarefa nega 'investigação camuflada' sobre Maia e Alcolumbre

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A força-tarefa da Lava Jato no Paraná disse, em nota, ser “absurda” a ilação de que investigou, de forma clandestina, os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, que, em razão do foro privilegiado, só podem ser investigados pela PGR perante o STF.

A suspeita surgiu em meio à guerra travada entre os procuradores de Curitiba e a PGR, que estaria interessada em verificar “possíveis inconsistências e erros em denúncias” na primeira instância da Justiça.

Um dos indícios seria tabela anexada em acusação apresentada no ano passado contra Walter Faria, dono da Cervejaria Petrópolis, usada pela Odebrecht para pagar propina a políticos. Nela, Maia e Alcolumbre são identificados pelos primeiros nomes: Rodrigo Felinto e David Samuel, o que seria uma forma de disfarçar a investigação.

A nota da força-tarefa mostra que a suspeita não para em pé.

A tabela foi extraída de dados públicos disponíveis no TSE sobre as doações da Petrópolis a centenas de políticos. Todos os nomes aparecem incompletos por causa da formatação no documento. E foi o próprio STF que declinou o caso, derivado da delação da Odebrecht, para a primeira instância.

De resto, a denúncia, que é pública, não traz qualquer acusação contra Maia, Alcolumbre e outros políticos citados — eles são alvos de inquéritos próprios, relacionados ao caso, no STF.

“O que a denúncia precisava descrever não era o nome completo dos beneficiários, porque não estavam sendo acusados e esta se tratava de uma questão lateral para a acusação de lavagem de ativos contra integrantes do Grupo Petrópolis, em que o que importava era indicar e comprovar os pagamentos feitos no Brasil pelo Grupo Petrópolis em favor do Grupo Odebrecht”, esclareceu a força-tarefa na nota.

“Os procuradores manifestam indignação com as sucessivas investidas contra o trabalho anticorrupção da força-tarefa e repudiam a sua qualificação como órgão clandestino e a propagação de notícias falsas, como a de que a força-tarefa teria aparelhos do tipo guardião para a realização de interceptações telefônicas, o que é absurdo e não tem qualquer base na realidade”, diz outro trecho.

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