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Fundador da Prevent recua sobre cloroquina e chama estudo de 'acompanhamento observacional'

À Folha, Fernando Parrillo diz que tratamento com kit covid "não prova que essas drogas funcionam porque, para isso, precisaria de pesquisa científica"
Fundador da Prevent recua sobre cloroquina e chama estudo de acompanhamento observacional
Reprodução

Fernando Parrillo, fundador da Prevent Senior, disse à Folha que o polêmico estudo sobre a administração de hidroxicloroquina com azitromicina, em pacientes de Covid, “não se tratava de um estudo científico”, mas “um acompanhamento observacional, uma planilha das doenças e a evolução”.

“Não foi usado placebo nem duplo cego, não foi randomizado, como se deve fazer em trabalhos desse tipo. Não faria sentido fazer uma pesquisa no meio da pandemia. Somos uma empresa privada, paga para salvar vidas.”

Na mesma entrevista, porém, Parrillo diz que a Prevent pediu autorização para o estudo à Comissão de Ética em Pesquisa. “Nós pedimos e conseguimos, mas houve um erro, uma confusão interna, e acabamos usando a autorização de um outro estudo. Foi sem querer, deslize de uma equipe que estava trabalhando madrugadas seguidas no atendimento aos pacientes.”

O executivo afirma ainda que “Kit Covid” é um termo inventado, alega que não houve adulteração dos resultados e que o tratamento não prova a eficácia das drogas.

“Nós não dávamos apenas hidroxicloroquina associada a azitromicina. Oferecíamos suplemento de zinco, potássio, vitamina D, era um conjunto de substâncias. Mas o nosso artigo não prova que essas drogas funcionam porque, para isso, precisaria de pesquisa científica.”

 

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