Gangue internacional

Merval Pereira, em O Globo, comentou os repasses de propina revelados no acordo da Braskem com as autoridades americanas:

“O relatório do Departamento de Justiça revela detalhes de atos de corrupção, um deles digno de filme B de gangster. O documento oficial não cita nomes, identifica os personagens nesse episódio como “Brazilian Official” 1 até 4, mas ressalta sempre que o nome verdadeiro é conhecido pelas autoridades americanas.

O site O Antagonista está antecipando as informações sobre o caso desde seu início e sente-se seguro em identificar os personagens, que seriam o ex-presidente Lula, a ex-presidente Dilma, o ex-ministro Antonio Palocci e o ex-ministro Guido Mantega.

Nesse episódio de 2009, Lula, o “Brazilian Official 1”, reuniu-se com um executivo da Odebrecht, que seria o próprio Emilio Odebrecht, que lhe pediuque conversasse com Mantega, o “Brazilian Official 4”, para conceder vantagens à Braskem.

Guido reuniu-se então com Alexandrino Alencar, identificado como “Braskem Employee 1” e, num pedaço de papel que fez escorregar pela mesa até o interlocutor, escreveu a cifra de R$ 50 milhões, que era a propina que queria para a campanha da “Brazilian Official 2″, a então candidata Dilma Rousseff”.

Merval Pereira comentou também:

“Dilma e Mantega poderão vir a ser processados por terem sido presidentes do Conselho da Petrobras, que também tem ações em Nova York. Mas dificilmente os “Brazilian Officials” de 1 a 4 serão processados pelas denúncias de corrupção nos Estados Unidos, a não ser que tenham utilizado o sistema bancário americano para receber dinheiro no exterior”.

Bem, eles usaram.

Um exemplo: João Santana, receptador do dinheiro roubado da Petrobras, tinha conta em Nova York.