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Geraldo Alckmin: o tucano que tenta sobreviver

Geraldo Alckmin encerra 2017 tentando sobreviver politicamente.

O seu ano foi marcado pela sombra de sua criatura, João Doria, que, empossado prefeito de São Paulo, passou a sonhar com o Planalto.

Alckmin não gostou, é claro, mas achou melhor responder com Santo Antônio de Pádua.

O governador paulista deixou clara a sua discordância com a permanência dos tucanos no governo Temer e bancou o equidistante no racha interno do PSDB. Acabou eleito presidente da legenda.

A despeito da liderança doméstica, Alckmin terá sérios desafios à frente: em novembro, a PGR pediu a abertura de inquérito penal no STJ para apurar a acusação de delatores da Odebrecht de que o tucano teria recebido R$ 10,7 milhões do setor de propinas da construtora. O inquérito corre em segredo de Justiça.

Além disso, ele tem desempenho medíocre nas pesquisas eleitorais E nem o tucano mais aguerrido se esquece de que, na eleição presidencial de 2006, o Chuchu teve menos votos no segundo turno do que no primeiro.

Se quiser chegar ao Planalto, Alckmin terá de rezar muito para Santo Antônio de Pádua em 2018. O primeiro trabalho do santo (sem trocadilhos) será fazer o tucano subir nas sondagens, a fim de agregar apoio à sua candidatura — e até mesmo mantê-la de pé.

Vai ser um milagre e tanto: de acordo com uma pesquisa do Instituto Paraná, Alckmin é o presidenciável mais rejeitado pelos eleitores brasileiros. Seis em cada dez disseram que não votariam nele de jeito nenhum.

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