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Gestora de hospitais deu R$ 500 mil para caixa dois de Baldy em 2014, segundo MPF

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Segundo a representação do MPF que deu origem à Operação Dardanários, deflagrada hoje, a organização social Pró-Saúde pagou R$ 500 mil a Alexandre Baldy em troca de ele facilitar a liberação da remuneração da empresa pela administração do hospital HURSO, em Goiás. O dinheiro abasteceu a campanha de 2014 de Baldy a deputado federal, e não foi declarado à Justiça Eleitoral, segundo os procuradores.

As informações foram prestadas por Ricardo Brasil Correa, um dos gestores da Pró-Saúde, e estão na decisão do juiz Marcelo Bretas que autorizou a deflagração da operação.

Baldy é hoje secretário de Transportes do governo de São Paulo. Na época, ele havia acabado de deixar a Secretaria de Governo de Marconi Perillo (PSDB), em Goiás, e prometeu à Pró-Saúde destravar a remuneração pela administração do hospital.

Em troca, Baldy pediu “ajuda” com a campanha para deputado federal.

O pagamento foi feito em dinheiro vivo e só depois que os gestores da OS se certificaram de que Baldy realmente tinha influência no governo de Goiás e poderia ajudar a empresa em outros estados, caso se elegesse.

A maior parte dos contratos da Pró-Saúde está no Rio de Janeiro. Segundo a decisão de Bretas, 50% do faturamento da OS vêm do estado, onde a empresa também mantém esquema de sobrepreço em contratos na área da saúde, segundo o MPF.

Baldy foi preso hoje, junto com seu primo Rodrigo Dias, ex-presidente do FNDE e da Funasa.

Ao todo, o secretário de Transportes do governo João Doria é acusado de receber pelo menos R$ 1,4 milhão de propina entre 2014 e 2018.

Em nota, a Pró-Saúde informou que “desde 2017, tem colaborado de forma irrestrita com as investigações e vem adotando ações para o fortalecimento de sua integridade institucional”.

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