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Gilmar diz que defesa do voto impresso esconde intenção "que não é boa"

Ministro do STF afirmou que discurso sobre verificação de votos é irreal porque, em caso de fraude, a contabilização física será feita com dados fraudados
Gilmar diz que defesa do voto impresso esconde intenção “que não é boa”
Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF

Gilmar Mendes disse nesta sexta-feira (30) que impor o voto impresso como condição para a realização das eleições “esconde uma intenção subjacente, que não é boa”.

Em nítida referência aos ataques de Jair Bolsonaro e às ameaças recentes de militares à democracia, o ministro do STF afirmou que “o próprio episódio que muitos seguidores do presidente Bolsonaro apontam como marcante, o dos Estados Unidos [a invasão do Capitólio], mostra que o problema não foi no voto eletrônico, foi no manual”.

Durante evento virtual organizado por um site jurídico, Gilmar também questionou a solidez do voto impresso, como proposto por Bolsonaro e seus seguidores: “A discussão sobre o voto impresso revela uma impropriedade. Se estamos a falar de fraude no programa, o voto impresso não elidiria essa fraude, porque aquilo que é impresso já passou pelo programa”.

A partir desse raciocínio, o decano do STF afirmou que o Brasil tem discutido “uma falsa questão”. “Se o problema, de fato, está na urna eletrônica, por que não votar ao voto manual?”

Gilmar ainda pediu que se pare “um pouco de conversa fiada”, sobre o modelo de votação. “Claro que todos nós somos favoráveis à auditabilidade da urna, queremos que seja auditável, e ela é auditável.”

O ministro lembrou ainda do histórico brasileiro de fraudes eleitorais: “Nós tínhamos uma tradição, que remonta ao império e à república velha, e mesmo nas novas repúblicas, de fraude no voto manual, ou mesmo da contabilização.”

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