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Gilmar manda tirar a tornozeleira de Ricardo Coutinho, coitadinho

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Na quarta-feira passada, Gilmar Mendes decidiu retirar a tornozeleira eletrônica de Ricardo Coutinho, o ex-governador da Paraíba apanhado pela Operação Calvário, acusado de desviar 134 milhões da Saúde e da Educação  (em resumo, roubar de pobres e crianças).

O ministro do STF ficou tocado com o argumento da defesa de Coutinho: “Vislumbro a existência de possível ilegalidade tão somente na manutenção da medida de monitoração eletrônica, advinda da situação excepcional dos problemas técnicos recorrentes no aparelho aliada à pandemia do novo coronavírus. ”

E mais: “A defesa informa que o paciente sofre de hipertensão arterial sistêmica e pré-diabetes e foi obrigado a romper o isolamento social por quatro vezes devido aos problemas técnicos com sua tornozeleira (…) Relata que:  (…) o contexto narrado na inicial agravou-se nos últimos dias. O paciente precisou comparecer no dia 15 de julho último, porém a falha na tornozeleira eletrônica não foi resolvida (…) E na data de ontem, 20 de julho, o paciente, mais uma vez, precisou ausentar-se de casa para promover a substituição do equipamento defeituoso (…) Diante desse contexto, o paciente, que se inclui dentro do grupo de risco de contaminação da Covid-19, vem sendo compelido a deslocar-se com frequência à Central de Monitoração de Tornozeleira Eletrônica (CMTE) com o fim de resolver o respectivo problema constatado, colocando em risco a sua saúde e a de sua família.”

E mais: “As medidas cautelares possuem como pressupostos a necessidade e adequação, diante de um estado de urgência que justifique e legitime a restrição da liberdade do investigado ou acusado, jamais podendo significar um constrangimento desarrazoado (…) Ante o exposto, defiro o pedido liminar para suspender a providência cautelar de monitoramento eletrônico até o julgamento do mérito do presente habeas corpus.”

Coitadinho do Coutinho. Nem trocar de tornozeleira resolve o seu problema.

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