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Gilmar arquiva investigação sobre Aécio por suposta corrupção em Furnas

Gilmar arquiva investigação sobre Aécio por suposta corrupção em Furnas
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

A pedido da Procuradoria-Geral da República, Gilmar Mendes arquivou inquérito em que o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) era investigado suposta prática de corrupção e lavagem de dinheiro em contratos de Furnas, estatal do setor elétrico.

No pedido de arquivamento, subprocuradora Lindôra Araújo afirmou que há indícios contra Aécio e o ex-diretor da empresa, Dimas Toledo, mas que eles são insuficientes.

“Esse panorama traz fortes indícios de que as famílias de Dimas Toledo e de Aécio Neves mantiveram contas no exterior, possivelmente utilizadas para o recebimento de valores espúrios oriundos dos crimes cometidos em prejuízo de Furnas. Contudo, após a realização de diversas diligências investigativas, não se obteve êxito na produção de lastro probatório”, diz o pedido.

“Ante o exposto, acolho o requerimento formulado pela PGR e determino o ARQUIVAMENTO da presente investigação, ressalvada a reabertura em caso de surgimento de novos elementos de prova”, decidiu Gilmar Mendes.

O senador petista cassado Delcídio Amaral acusou o tucano, em delação, de receber propina em Furnas. Em troca, Aécio forneceria apoio político para a indicação e manutenção de dirigentes na empresa.

Em julho de 2018, o inquérito já havia sido arquivado por Gilmar Mendes. Mas, meses depois, em novembro, a Segunda Turma decidiu desarquivar o caso depois de um recurso apresentado pela então PGR, Raquel Dodge.

Na época, ela citou informações bancárias recebidas do Principado de Liechtenstein que apontavam transações ligadas à Fundação Boca da Serra e Bogart & Taylor Foundation, supostamente ligadas a Aécio, Dimas Toledo, Inês Maria Faria e Andréa Neves.

Em nota, a defesa de Aécio Neves afirmou que o arquivamento do caso “é mais uma demonstração dos abusos de que o hoje Deputado Aécio Neves foi vítima”.

Leia a íntegra:

“O arquivamento feito hoje pelo STF do inquérito sobre Furnas, a pedido da própria PGR, é mais uma demonstração dos abusos de que o hoje Deputado Aécio Neves foi vítima.
Depois de 4 anos de investigações, a própria PGR concluiu que não há provas contra o Deputado. Não há provas porque nunca houve crime. Infelizmente, isso não impediu os vazamentos parciais e ilegais feitos por aqueles que, à época, deveriam zelar pela correta condução do inquérito e, consequentemente, a enorme exploração midiática e política do caso. Esse é mais um alerta para abusos que em passado recente foram cometidos.
Lamentavelmente, a correta decisão da PGR de hoje não corrige os danos causados.”

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