Gilmar: "A prisão em segundo grau tornou-se algo dispensável"

Ainda de Gilmar Mendes, no evento desta manhã no STJ sobre ativismo judicial:

“A prisão em segundo grau, no contexto da Lava Jato, tornou-se algo dispensável. Passou a ocorrer a prisão provisória de forma eterna, talvez até com objetivo de obter delação. Aí vem a sentença de primeiro grau, e com sentença de segundo grau iniciava a execução. É preciso saber ler estrelas. Ou se muda isso ou se empodera de maneira demasiada a justiça de primeiro grau e o MP em detrimento das outras cortes.”

O ministro do STF disse ainda, sobre prisão logo depois julgamento na segunda instância:

“Seria possível prender-se. Mas não dissemos que era obrigatória a prisão.”

Gilmar, ao lado das presidentes Laurita Vaz (STJ) e Cármen Lúcia (STF)

Comentários

  • Carlos -

    Quem mais espanta não é o Gilmar. Já sabemos do que ele é capaz. Espanta-nos mesmo é a presidente do STF. Dela se esperava muito, mas a passividade diante dos impropérios de Gilmar demonstra que já temos como saber do que ela é incapaz!

  • Rivotril -

    Ao lado do bispo marrom, duas imprestáveis.

  • Tony -

    O Ministro G. Mendes pode até ter razão em um ou outro ponto que ele defende, mas deve submeter suas opiniões aos colegas do STF e ao MPF para que os melhores argumentos sejam considerados como uma cartilha a ser seguida pelo MP e pelos juízes de todas as instâncias e passe a ser respeitado por todos envolvidos, inclusive advogados. Talvez assim o tempo de trâmite e a quantidade de recursos sejam reduzidos "automaticamente".

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