Gilmar suspendeu inquérito do BTG, mas o relator é Fachin

Gilmar suspendeu inquérito do BTG, mas o relator é Fachin
Foto: STF

Como noticiamos há pouco, Gilmar Mendes acolheu recurso da defesa de André Esteves e suspendeu duas investigações sobre o banqueiro baseadas no acordo de delação de Antonio Palocci.

Ontem, o ministro também anulou a validade das provas apreendidas em agosto do ano passado na casa de Esteves e na sede do BTG.

Palocci acusou o banqueiro de pagar R$ 15 milhões em propina ao PT para ser beneficiado na criação da Sete Brasil e de agir em conluio com Graça Foster na venda de ativos da Petrobras na África.

Ambos os casos decorrem da Lava Jato, cujo relator no Supremo é Edson Fachin – não Gilmar Mendes.

Ocorre que a defesa de Esteves pegou carona no caso de Guido Mantega, que conseguiu a transferência de sua investigação sobre venda de medidas provisórias para Brasília.

Ao pedir a Gilmar a extensão da medida que beneficiou Mantega, o ministro deveria ter distribuído o caso para Fachin.

As acusações de Palocci sobre o ex-ministro da Fazenda podem não ter relação com o petrolão, mas as contra Esteves têm tudo a ver.

Leia mais: Depois do petrolão, que escanteou as grandes empreiteiras do país, o Exército e uma construtora com passado heterodoxo lideram os novos contratos de obras do governo federal
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