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Gilmar: "Wajngarten esteve no meu gabinete mais de uma vez"

O ministro do STF comentou ainda sobre a visita do então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, para tratar da obrigatoriedade da vacinação no país
Gilmar: “Wajngarten esteve no meu gabinete mais de uma vez”
Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF

Em entrevista a O Globo, Gilmar Mendes comentou sobre a visita do então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, a seu gabinete em dezembro de 2020 para tratar da obrigatoriedade da vacinação no país. 

Afirmou ainda que o ex-secretário da Comunicação da Presidência, Fabio Wajngarten, o procurou para se queixar da burocracia em relação à compra da vacina da Pfizer.

Ele [Wajngarten] não se limitou a falar sobre a Pfizer. Mais de uma vez ele esteve no meu gabinete. Antes dele já tinham estado aqui o então ministro Pazuello com o ministro José Levi (ex-advogado-geral da União). Foi quando iríamos julgar o caso da vacinação obrigatória”, afirmou.

“Pazuello tinha falado das dificuldades que havia no contrato com a Pfizer, as exigências da arbitragem ou a exigência de que eles não fossem responsabilizados no Brasil. Depois, Wajngarten fez a mesma ponderação, só que em sentido contrário, dizendo: ‘Todos os países estão assinando esse acordo, por que que nós não estamos?’. Ele se queixou da burocracia. Numa segunda vez ele esteve aqui, mas já não falava da Pfizer, mas sim da Sputnik. Ele pareceu ansioso como cidadão e como integrante do governo. Ficam sempre atribuindo a mim mais influência do que eu propriamente tenho, né? (Ele veio) mais à guisa de pedir aconselhamento: ‘Ah, o senhor podia conversar com a AGU. Isso precisa ser agilizado’. A mim me pareceu que ele estava preocupado que se deflagrasse o processo (de vacinação).”

Por que o chefe da Secom iria ao gabinete de um ministro do STF, e seria recebido por ele, para tratar de um assunto que deveria estar sendo discutido no Ministério da Saúde? E por que o chefe da Secom achou que um ministro do STF teria ascendência sobre o advogado-geral da União? Apenas porque todo mundo acha que o ministro do STF em questão tem mais influência do que realmente tem?

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