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Girão nega intenção de investigar somente estados e municípios

Girão nega intenção de investigar somente estados e municípios
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Eduardo Girão (Podemos), primeiro signatário da CPI que foca as investigações em estados e municípios durante a pandemia, negou a O Antagonista que haja uma intenção, em sua proposta, de livrar o governo federal de responsabilidades.

Ele admitiu que o escopo do seu pedido, proposto ainda no início de março e que alcançou apoio suficiente há pouco, tem como base as operações policiais que investigam possíveis desvios de recursos federais enviados a governadores e prefeitos. Mas ponderou que o governo federal também estaria na mira da CPI.

“Claro. Colocamos isso no texto também. Agora, não elencamos os fatos determinados, porque já havia uma outra CPI nesse sentido”, afirmou.

No fim do requerimento da CPI que foca em estados e municípios, senadores pedem que sejam investigadas “outras ações ou omissões cometidas por administradores públicos federais, estaduais e municipais”, o que, em tese, de fato, incluiria a União. Mas isso não fica muito claro no texto.

Assim como a maioria dos senadores ouvidos por O Antagonista em reservado, Girão disse haver um consenso no Senado de que é preciso fazer uma investigação mais ampla.

Na semana passada, o ministro do STF Luís Roberto Barroso determinou a instalação da CPI destinada a apurar especificamente a conduta do governo federal e que já tinha alcançado o número necessário de assinaturas havia mais de 60 dias. Há pouco, Alvaro Dias, líder do Podemos, afirmou a este site que Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, pode juntas as duas CPIs.

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