Assine
Acesse
Acesse o Antagonista+ Acesse a Crusoé

Global é investigada por contrato da Petrobras no governo Dilma

A suspeita é de que a empresa tenha pagado propina para conseguir o acordo de R$ 550 milhões para fornecer medicamentos à estatal
Global é investigada por contrato da Petrobras no governo Dilma
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O MPF e a Polícia Federal investigam se a Global Gestão em Saúde, alvo da operação desta quinta-feira (30)repassou propina a operadores do MDB para conseguir um contrato para fornecer medicamentos a funcionários da Petrobras.

Em acordo de delação premiada, assinado em 2019, os advogados Luiz Carlos D’Afonseca e seu filho Gabriel Claro apontaram um esquema de lavagem de dinheiro com a utilização de laranjas e empresas de fachada.

Essa movimentação financeira que teria como um de seus objetivos saldar dívidas do ex-senador Romero Jucá e do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha. O esquema teria movimentado entre R$ 3 milhões e R$ 4 milhões.

O contrato em questão foi assinado em 2015, no valor de R$ 550 milhões. Em seis meses, a Petrobras decidiu encerrá-lo, afirmando que a Global estava prestando os serviços de forma precária.

Na operação desta quinta, a PF cumpriu oito mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao empresário Francisco Maximiano, dono da Global.

Segundo a PF, há suspeita de simulação de “operações comerciais e financeiras inexistentes com a finalidade de desviar dinheiro” de contratos com o setor público na área de medicamentos “para empresas de fachada”.

A Global é sócia da Precisa Medicamentos, investigada pela venda irregular da vacina indiana Covaxin ao governo federal.

Mais notícias
Comentários desabilitados para este post
TOPO