Golpe na delação premiada

O Estadão publicou um editorial intitulado “Delação premiada em risco”, em que trata de um projeto de lei apresentado por Heráclito Fortes.

Pelo projeto, “o delator deverá revelar tudo o que sabe no primeiro depoimento, sem a possibilidade de acréscimos ou retificações, e não poderá ser defendido por advogado que já defenda outro réu na mesma investigação ou processo”.

Trata-se, é claro, de uma forma de limitar o alcance desse instrumento poderoso da Justiça e, assim, proteger a malandragem. Se tal estrovenga estivesse em vigor, por exemplo, Eduardo Cunha teria se livrado da delação de Júlio Camargo, feita num segundo momento.

O Brasil é exasperante.

Deixe de malandragem, Heráclito

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