Governo de Wilson Lima também pagou pelo transporte de respiradores superfaturados, diz MPF

Governo de Wilson Lima também pagou pelo transporte de respiradores superfaturados, diz MPF
Foto: Reprodução/Facebook/Wilson Lima

Como registramos mais cedo, PF, MPF e CGU deflagraram mais uma etapa da Operação Sangria, que investiga a compra superfaturada de respiradores pelo governo de Wilson Lima, no Amazonas.

No pedido da operação de hoje, a subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo apresenta detalhes da investigação, informando que apenas recentemente foi identificado o envolvimento de mais dois servidores no esquema criminoso – especificamente no fretamento de uma aeronave para transportar os equipamentos.

Segundo ela, as diligências são necessárias para “angariar importantes elementos que corroborem a participação dos servidores nos fatos investigados, mas também que robusteçam o acervo probatório em relação ao mandante do esquema ilícito, o governador do estado do Amazonas, como amplamente demonstrado pelas provas já constantes dos autos”.

Diz o MPF:

“De acordo com elementos de provas obtidos a partir das diligências cumpridas nas fases anteriores, funcionários da Secretaria de Saúde do Amazonas direcionaram, em favor de uma empresa investigada, a licitação para a compra de respiradores pulmonares, sob orientação da cúpula do governo do estado. Antes mesmo da abertura da aludida licitação, uma das empresas investigadas adquiriu parte dos respiradores pulmonares em outro estado da Federação e, embora o transporte dos equipamentos fosse de sua responsabilidade, foi o próprio governo do Amazonas quem, por ação dos servidores alvo das medidas cumpridas na data de hoje, custeou o transporte dos equipamentos até Manaus, por meio de avião fretado.

A chegada desse avião à capital amazonense foi acompanhada pessoalmente pelo governador do estado, mas somente dias após foi aberta a licitação na qual foi vencedora a empresa fornecedora de vinhos que, ao fim, forneceu os equipamentos ao governo do Amazonas.”

São alvos de buscas endereços residenciais e profissionais dos envolvidos, inclusive a Secretaria de Estado de Saúde e a Secretaria da Casa Militar do Governo do Amazonas. A ordem para o cumprimento dos mandados foi do ministro Francisco Falcão, relator do caso no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

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