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Governo Temer recusou energia solar e eólica em 2016

Na ocasião, o Ministério de Minas e Energia cancelou um leilão com base em uma nota técnica que dizia poderia haver "excesso de oferta" de luz até 2021
Governo Temer recusou energia solar e eólica em 2016
Foto: Divulgação/Ari Versiani/PAC)

Em 2016, durante o governo Michel Temer, o Ministério de Minas e Energia, comandado na época por Fernando Bezerra Coelho Filho, decidiu cancelar um leilão de energia que poderia ter criado cerca de 1,2 mil usinas solares e eólicas, diz o Uol. Pelo plano, o leilão de energia de reserva reforçaria o fornecimento no país por 20 anos a partir de julho de 2019. Significa que hoje, em meio à crise hídrica, existiria a possibilidade de o Brasil contar com pelo menos uma parcela dessas energias alternativas.

Ao tomar a decisão, com base em um relatório da Empresa de Pesquisa Energética, vinculada ao Ministério de Minas e Energia, o governo analisou o panorama da disponibilidade de energia no país até  2021. Na nota técnica, o órgão disse que poderia haver “excesso de oferta” caso houvesse a inclusão de novas fontes. Mencionou que a atividade econômica apresentava uma perspectiva de baixo crescimento devido à crise, o que afetaria o consumo de energia com menos fábricas em funcionamento. O documento usado para justificar o cancelamento do leilão levou em conta os aspectos econômicos, mas desconsiderou fatores meteorológicos.

Como o leilão nunca foi realizado, não é possível dizer efetivamente o quanto de energia o governo Temer abriu mão em 2016.

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