Governo terá de justificar afastamento de professor de colégio militar por crítica à PM

Gilmar Mendes deu 5 dias para o comandante do Colégio Militar de Brasília e a Advocacia Geral da União justificarem ao STF o afastamento de um professor de geografia que criticou o comportamento da Polícia Militar nos atos a favor e contra Jair Bolsonaro.

Numa aula a alunos do 9º ano do ensino fundamental, na última terça (2), Major Cláudio, como o professor é conhecido, disse que a PM  agiu com “dois pesos e duas medidas” na manifestação ocorrida em São Paulo, no dia 31, e afirmou que a situação “remete a um fascismo”.

Ele comentava a abordagem de um policial a uma bolsonarista que portava um taco de beisebol, uma “patriota de araque”, segundo ele. “O policial [disse]: ‘Não, minha senhora, saia daqui e tal’. Enquanto os outros manifestantes foram tratados a bombas e gás lacrimogêneo. Então, dois
pesos e duas medidas, tá?”

No dia seguinte, numa live aos pais de estudantes, o comandante do Colégio Militar de Brasília, Coronel Carlos Vinícius Teixeira de Vasconcelos anunciou o afastamento do professor e a abertura de processo administrativo.

A Rede recorreu ao Supremo para que o professor volte à sala de aula, em defesa da liberdade de expressão e cátedra. “Se nada for feito, certamente haverá um verdadeiro incentivo de decisões semelhantes em outras unidades educacionais”, alertou o partido.

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