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Grupo da Lava Jato na PGR passou por desmontes sob Dodge e Aras

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A demissão coletiva, hoje, de três integrantes do grupo de trabalho da Lava Jato na PGR não é inédita. Em 2019, seis procuradores deixaram a equipe depois que Raquel Dodge pediu ao STF para arquivar citações da delação de Léo Pinheiro a Rodrigo Maia e a um irmão de Dias Toffoli.

Na época, deixaram os cargos Raquel Branquinho, Alessandro Oliveira, Maria Clara Noleto, Luana Vargas, Hebert Mesquita, Victor Riccely.

Os quatro últimos retornaram ao grupo sob a gestão de Alcides Martins, que chefiou interinamente a Procuradoria Geral da República antes da posse de Augusto Aras.

Hoje, Luana, Hebert  e Victor deixaram a equipe novamente — desta vez, por tentativa da coordenadora do grupo, Lindôra Araujo, de obter informações sobre investigações nas forças-tarefas nos estados.

A debandada sob a gestão de Raquel Dodge custou a ela a recondução ao cargo, como admitiu Jair Bolsonaro no dia que indicou Augusto Aras para comandar a PGR.

Em janeiro deste ano, já na gestão Aras, o então coordenador do grupo, José Adônis Callou de Araújo Sá, deixou o cargo. Pesou na decisão o corte de 50 assessores promovido por Aras em diversos setores da PGR, afetando o grupo e também e o setor de perícia.

A demissão coletiva de hoje é resultado não só da atuação de Lindôra, que substituiu José Adônis, mas da insatisfação com Aras, que não consultava a equipe e paralisava algumas investigações.

Leia mais: A guinada de Bolsonaro para ficar no poder

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