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Guedes diz que analogia sobre filho de porteiro na universidade foi crítica a instituições "caça-níqueis"

Segundo o ministro da Economia, o Fies só serviu para enriquecer “meia dúzia de empresários”
Guedes diz que analogia sobre filho de porteiro na universidade foi crítica a instituições “caça-níqueis”
Foto: Marcos Corrêa/PR

Paulo Guedes disse hoje, durante sessão da CCJ da Câmara, que a analogia que fez sobre filho de porteiro na universidade era uma crítica a instituições “caça-níqueis”. O ministro da Economia também aproveitou o tema para criticar a imprensa.

“Eu contei um fato real. Eu estava criticando o setor privado. Vê como vocês [da imprensa] têm um viés analítico, militante, que na verdade impede a clareza de comunicação. Eu tinha elogiado o Fies, mas tinha dito que eu preferia o voucher.”

No fim de abril, o ministro da Economia disse, sem saber que estava sendo gravado durante reunião do Conselho de Saúde Suplementar, que até quem não tinha a “menor capacidade” e “não sabia ler nem escrever” entrou na graduação usando o programa de financiamento.

Segundo Guedes, até o filho de seu porteiro conseguiu bolsa usando o Fies.

“O porteiro do meu prédio, uma vez, virou para mim e falou assim: ‘Seu Paulo, eu estou muito preocupado’. O que houve? ‘Meu filho passou na universidade privada’. Ué, mas está triste por quê? ‘Ele tirou zero na prova. Tirou zero em todas as provas e eu recebi um negócio dizendo: parabéns, seu filho tirou…’ Aí tinha um espaço para preencher, colocava ‘zero’. Seu filho tirou zero. E acaba de se endereçar a nossa escola, estamos muito felizes.”

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