"Guedes não percebeu que foi vencido"

“Guedes não percebeu que foi vencido”
Foto: Isac Nóbrega/PR

Salim Mattar espera que o bolsonarismo seja punido por seus abusos na Petrobras.

Ele disse para o Estadão:

“Há um risco muito elevado e iminente de processos porque os conselheiros têm de agir no sentido de proteger a empresa, de fazer o que for melhor para ela e não para o acionista controlador. Estou torcendo para que o mercado reaja e para que CVM, minoritários e investidores abram ações na Justiça, processando conselheiros e o controlador pela interferência na Petrobras, e acho que isso vai acontecer.”

Em seguida, ele elogiou o trabalho do presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, que foi demitido por Jair Bolsonaro:

“Um excepcional trabalho. Castello Branco estava reduzindo o quadro de colaboradores de forma pacífica e serena. Fez uma revisão estratégica do portfólio de investimentos, pois quanto mais subsidiárias tem, há maior fonte de roubo. Veja os casos da Transpetro, Braskem e outras tanto. Ele estava reduzindo isso, privatizando refinarias, poços de petróleo. Por que substituí-lo? Por uma política de caminhoneiro? (…). Fica claro que é porque ele está de olho na eleição de 2022.”

Salim Mattar disse também que Paulo Guedes “é resiliente, obstinado e determinado, mas não percebeu que foi vencido”. 

Ele percebeu, sim. Mas nem pensa em largar a poltrona.

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