Guru de Alckmin critica "direita populista e obscurantista"

Persio Arida, coordenador do programa econômico de Geraldo Alckmin, disse ao Estadão que uma escolha errada nas eleições de outubro pode comprometer a recuperação que estamos vivendo.

“Sem crescimento, não há solução. Numa crise como essa, é natural que parte da população queira um salvador, alguém que venha do nada e resolva tudo. O Brasil está diante de dois riscos: ter uma esquerda retrógrada estatizante, com a noção de que esse ou aquele setor são estratégicos, o que é uma ideia claramente atrasada, ou ter uma direita populista e obscurantista.”

O jornal não perguntou se ele se referia especificamente a Jair Bolsonaro, mas sim o que ele quis dizer com populista e obscurantista.

“Populista ao dizer que se resolve o problema da segurança dando armas a todos. Sabe o que acontecerá? O aumento de crimes passionais, de mortes por briga no trânsito. Imagine disputas de torcidas de futebol com pessoas armadas. A realidade não cansa de comprovar que, para todo problema complexo, há uma solução simples – e errada. São Paulo reduziu homicídios impondo o estatuto do desarmamento.”

Para Arida, o obscurantismo da direita estaria “nos costumes”.

“Nosso caminho não é negar a natureza plural da sociedade brasileira. O Brasil tem de respeitar os direitos humanos. É assim que o país foi construído e tem de continuar sendo. O desafio é escapar dos extremos e ter um centro democrático.”

O desafio, na verdade, é debater os assuntos sem chavões e mistificações.

 

 

Comentários

  • Evandro -

    Memórias de Persio Arida!! A política, a prisão, o encontro com o crocodilo, o julgamento e meu pai: lembranças de quarenta anos atrás. Persio Arida: Era 1970 e eu tinha 18 anos. Fiquei preso por vários meses e fui processado na Justiça Militar por crimes contra a segurança nacional. Fui um entre tantos jovens movidos pelos ideais de um mundo melhor " Comunista" que a revolução parecia oferecer. Por muitos anos deixei esse capítulo de minha vida adormecido. Mas o passado nunca está definitivamente concluído, age sem que o saibamos, ambíguo e esfinge. Há momentos em que desaparece, como se só importasse o cotidiano atribulado. Mas logo reaparece, como uma sombra que se projeta sobre o presente. RELATOS DE UMA PESSOA QUE NO PASSADO ERA UM BADERNEIRO E HOJE QUER COLOCAR CABRESTO NO POVO.

  • ITAMAR -

    O grande perigo é ter um tipo deste dirigindo o país. Com gente assim no comando o Ministério da Segurança teria que fazer acordos com o PCC, CV, FDN, GDE e outras facções para eles não executarem policiais, atacar delegacias ou incendiar ônibus, pois assim não seriam perseguidos. Ficariam liberados o dinamitamento de caixas eletrônicos e assalto a empresas de valores, desde que não fizessem vítimas fatais. Só rendê-las e amedrontá-las. Não é isto que queremos para o Brasil. Nós, como muitos brasileiros, sempre fomos responsáveis e soubemos usar armas até o advento do PT. Comunistas e políticos precisam desarmar a população para se protegerem de ser alvejados, por causa do seu banditismo. Lugar de bandido é na prisão, na colaboração com a Polícia, ou no cemitério.

  • ITAMAR -

    O grande perigo é ter um tipo deste dirigindo o país. Aí o Ministério da Segurança teria que fazer acordos com o PCC, CV, FDN, GDE e outras facções para eles não executarem policiais, atacar delegacias ou incendiar ônibus, pois somente assim não seriam perseguidos. Ficariam liberados o dinamitamento de caixas eletrônicos e assalto a empresas de valores, desde que não fizessem vítimas fatais. Só rendê-las e amedrontá-las. Não é isto que queremos para o Brasil. Lugar de bandido é na prisão, na colaboração com a Polícia, ou no cemitério.

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