Hacker se vangloriava de invadir sistemas bancários, diz delegado

Em depoimento na ação contra os hackers que roubaram as mensagens da Lava Jato, o delegado Luiz Flávio Zampronha, responsável pela investigação, relatou que captou uma conversa em que Gustavo Henrique Elias Santos se vangloriava de invadir sistemas bancários.

“O Gustavo se vangloria de ter sido um dos responsáveis por descobrir um sistema de informática chamado Ura. No meu relatório especifico bem o que são esses programas, usadas por fraudadores para emular ligações de bancos, agências ou gerentes”, afirmou.

Ele se referia a uma conversa com Walter Delgatti, apontado como o cabeça do grupo que invadiu celulares de autoridades.

Segundo Zampronha, Gustavo, apesar de não ser um programador formado, era um autodidata e conhecia informática, pelo tipo de material que foi apreendido com ele.

“Ele desenvolvia mecanismos para utilização em fraudes e compartilhava informações com os demais investigados”, afirmou.

A mulher dele, Suellen Priscila de Oliveira, era cúmplice, segundo o delegado. “Recebia, trocava informações e cumpria as missões repassadas pelo Gustavo.”

A investigação também descobriu fraudes bancárias que o grupo realizava. Zampronha foi chamado a depor como testemunha e falou anteontem à Justiça Federal de Brasília, onde tramita o processo.

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