Haddad e a “transformação da sociedade”

O editorial do Estadão sobre Fernando Haddad, aquele outro poste de Lula, é elucidativo sobre a cabecinha do alcaide paulistano e a sua preocupação com as denúncias que engoliram a organização criminosa.

Leiam o seguinte trecho:

“‘Quando você tem um sonho de transformar a sociedade em favor da igualdade e você se desvia para se apropriar de recursos ou para beneficiar quem quer que seja, você está cometendo dois crimes: o primeiro é colocar a mão em recurso público; o segundo, você está matando um projeto político’, explicou o prefeito. Entende-se que sua principal censura não é ao desvio de dinheiro, mas sim àqueles que, com seus delitos, desmoralizam o ‘projeto político’ do PT – que, em sua concepção, visam a ‘transformar a sociedade em favor da igualdade’.

Ora, se estivesse realmente empenhado em ser um bom prefeito, Haddad não estaria preocupado em ‘transformar a sociedade’, pois dessa tarefa já tentaram se ocupar diversos ditadores ao longo da história, com resultados horrorosos. A cidade demanda um administrador sério e eficiente, pois problemas por aqui é o que não falta, e não um ideólogo que se investiu da missão de conduzir os paulistanos à terra prometida pelo PT – aquela na qual só podem ingressar os simpatizantes do partido, preferencialmente ciclistas.”

Na mesma edição, há uma reportagem sobre mais uma esperteza do “Haddad ético”. Já que não conseguirá cumprir a promessa de entregar 55 mil moradias populares até o final do mandato, Haddad está contabilizando prédios particulares como se tivessem sido construídos pela prefeitura. O Estadão explica que “são “unidades de características populares que só tiveram o ‘licenciamento agilizado'”.

Haddad é mais um político empenhado em transformar a sociedade brasileira numa grande empulhação.

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