Humberto Martins blinda Arthur Virgílio e mulher

Humberto Martins blinda Arthur Virgílio e mulher
Foto: Marcio James / Semcom

O presidente do STJ, Humberto Martins, acolheu um pedido da ex-primeira-dama de Manaus, Elisabeth Valeiko, e impediu a realização de busca e apreensão contra ela e o ex-prefeito Arthur Virgílio (PSDB), que acabou de perder o foro privilegiado com o fim do mandato.

Ela é investigada por suposta prática de crimes contra a administração pública e de lavagem de dinheiro, na época em que presidia o Fundo Manaus Solidária.

“Em análise sumária, própria do regime de plantão, verifica-se que foram apontados elementos concretos que justificam o risco de que, com a perda da prerrogativa de foro do marido da paciente, possam a vir a ser decretadas medidas excepcionais em prejuízo dela e de seu marido, o atual prefeito de Manaus, Arthur Virgílio”, limitou-se a escrever o ministro na liminar.

​O MP do Amazonas investiga Elisabeth por adquirir, em 2017, um carro de R$ 176 mil e um apartamento de R$ 218 mil, quando comandava o Fundo Manaus Solidária.

Ela já teve os sigilos fiscal e bancário quebrados e, em dezembro, pouco antes de Virgílio deixar o mandato, um juiz de primeira instância expediu mandados de busca e apreensão na casa dela — a ordem não foi cumprida por causa do foro que o tucano tinha no TJ-AM.

Atualização:

A O Antagonista, Virgílio afirmou que ele e sua mulher são vítima de perseguição política por parte de um promotor do MP estadual.

“Contra mim, nunca tiveram nada. Eu passei 8 anos sem um procedimento aberto contra mim. Em relação ao MPF, tenho como saldo acordos de cooperação, fiz com eles acordos ligados à questão ambiental, uma relação de absoluto respeito. Digamos que eu fosse corrupto, iam encontrar o quê na minha casa? Se houvesse alguma coisa muito grave, eu seria, além de criminoso, um imbecil, de deixar alguma coisa na minha casa”, disse.

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