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Humberto Martins quer investigar mensagens sobre delação em que é acusado de receber propina

Humberto Martins quer investigar mensagens sobre delação em que é acusado de receber propina
Foto: Gustavo Lima/STJ

Humberto Martins resolveu ampliar o escopo do inquérito que abriu de ofício com base em provas ilícitas. Um dos casos que o presidente do STJ quer investigar trata da delação de Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, que citou pagamento de propina a Martins.

Para justificar sua decisão, diz o Globo, o ministro reproduz reportagem sobre diálogos que teriam ocorrido em 2017 durante negociações do acordo de colaboração do empreiteiro.

Não há nada de errado nas conversas entre integrantes da força-tarefa de Curitiba e da PGR, órgão competente para investigar ministros do STJ.

A delação de Léo Pinheiro foi assinada em 2019 por Raquel Dodge, então procuradora-geral da República. Mas ela arquivou sumariamente o anexo que tratava da acusação de pagamento de R$ 1 milhão a Martins, por meio do escritório do filho Eduardo.

Dodge arquivou outros quatro anexos sensíveis. Em protesto, seis procuradores da força-tarefa entregaram seus cargos.

Eduardo Martins também é alvo da Lava Jato do Rio, onde foi denunciado por vender influência junto ao STJ em processos de interesse de Orlando Diniz, quando presidia a Fecomércio-RJ.

O filho do atual presidente do STJ foi contratado por Cristiano Zanin, advogado de Lula que, segundo o MPF, chefiava o esquema que desviou

O caso está suspenso por ordem de Gilmar Mendes, que pautou sua análise pela Segunda Turma no próximo dia 30.

 

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