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Humoristas vão ao STF contra censura

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De terno e gravata, os humoristas Fabio Porchat, Bruno Mazzeo e Marcius Melhem foram recebidos hoje por Alexandre de Moraes no STF.

O ministro é o relator da Adin 4451, apresentada pela Abert –a associação das emissoras de rádio e TV– contra dispositivos da lei eleitoral que proíbem “trucagem, montagem ou outro recurso de áudio ou vídeo que, de alguma forma, degradem ou ridicularizem candidato, partido e coligação” no período eleitoral.

Esses dispositivos estão suspensos devido a julgamento da cautelar da ação em 2010, mas o mérito da Adin deve ser apreciado na próxima semana. Se eles valerem, argumentam os humoristas, o resultado será censura ao humor.

“Censura prévia, tutela exagerada do Estado. O ‘não pode’ é sempre perigoso’; o ‘não pode’ antes, a censura prévia, é pior ainda”, declarou Porchat ao site jurídico Jota.

Na sua ação, a Abert alega que a norma gera um “grave efeito silenciador às emissoras”, que ficariam obrigadas a evitar divulgação de temas políticos polêmicos e a veiculação de sátiras com políticos em período eleitoral.

Para Melhem, os parlamentares que aprovaram a norma queriam, na verdade, ter um “controle do processo eleitoral”. “O humor é uma arma poderosa, e eles sabem disso. Era abafar um pouco a nossa voz.”

O Antagonista está do lado dos humoristas e da Abert –e contra a censura.

Comentários

  • Marcos -

    Como princípio, obviamente eu sou contra a censura. Mas não posso deixar de destacar que esses humoristas esquerdistas que foram lá apoiam a censura e a violência , desde que estejam alinhadas com a ideologia deles. São hipócritas. Para eles, humor é uma arma ideológica e tudo que estiver contra eles pode e deve ser censurado.

  • HTAVARES -

    OS NÃO RIDÍCULOS NUNCA SE EXPUSERAM À GALHOFA .... A GOZAÇÃO BEM HUMORADA É UM AVISO SOBERBO """"" NINGUÉM MAIS O RESPEITA, CANALHA ! ! ! """"""

  • edu -

    Os humoristas estão preocupados com os politicos. Eles detestam concorrencia

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