Ilana é uma boa companheira

Ilana é uma boa companheira
Foto: Ana Volpe/Agência Senado

Servidores do Senado estão indignados com a liberação de R$ 200 mil para a diretora-geral da Casa, Ilana Trombka, fazer seu doutorado na FGV.

Davi Alcolumbre decidiu que nós, contribuintes, vamos bancar tudo de Ilana: as passagens aéreas, as diárias e até o seguro saúde durante os dois anos de curso, 2021 e 2022, quando ela, em tese, não vai deixar de trabalhar — e de receber seu salário mensal de R$ 44,6 mil.

Enquanto isso, dezenas de servidores, todos os anos, acumulam a carga horária de trabalho com as aulas de mestrado, doutorado ou cursos de extensão — quando não acabam tirando férias para estudar, sem qualquer ajuda de custo do Senado.

Isso porque conseguir a licença do trabalho para estudar é uma tarefa árdua, que exige passar por análises minuciosas e, em alguns casos, contar com uma boa dose de compadrio e/ou sorte. Pedir dinheiro para hospedagem e passagens? Isso basicamente não existe. Dá para contar nos dedos quantos conseguiram tal façanha em décadas.

Nem mesmo quando senadores intercedem junto ao presidente da Casa por seus funcionários, a liberação do trabalho e os custeios são autorizados. Boa parte dos processos desse tipo, nos últimos anos, adormeceu em gavetas, sem que fosse dada ao servidor uma resposta a tempo de ele segurar a vaga na instituição de ensino.

Mas Ilana… Ilana é uma boa companheira.

Por meio da assessoria de comunicação, o Senado informou que o doutorado da diretora-geral fornecerá “conhecimentos essenciais para a gestão e administração do Senado e compatíveis com a função desempenhada pela servidora”.

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